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Prefeitos defendem reforma tributária, mas sem extinção do ISS

Os prefeitos têm preocupações em relação à possível queda de arrecadação, caso o imposto seja eliminado em prol do IVA

21/3/2023
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Prefeitos participaram de debate nesta quarta na Câmara dos Deputados. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Entidades que representam os prefeitos brasileiros defenderam nesta terça-feira (21) a aprovação de uma reforma tributária pelo Congresso Nacional, mas sem que haja a extinção do Imposto Sobre Serviço (ISS), que é arrecadado diretamente para os cofres municipais. “Não tem quem seja contra a reforma tributária. Precisamos dela para que simplifique o sistema tributário, que é complexo. O ISS é o imposto mais simples que existe. O problema da reforma tributária está no ICMS, na guerra fiscal e uma série de outras questões. O imposto mais simples é o ISS”, afirmou o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Edvaldo Nogueira. A manifestação dos prefeitos ocorreu durante reunião convocada pelo Grupo de Trabalho (GT), que analisa a reforma tributária na Câmara. Os prefeitos têm manifestado uma série de preocupações em relação à possível queda de arrecadação caso o imposto seja eliminado em prol de um tributo de valor agregado (IVA). Além do ISS, seriam substituídos o ICMS, o PIS/Cofins e o IPI. A alíquota prevista para o imposto único seria de 25%.

Prefeitos também temem perder autonomia

Na análise do presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, é preciso que o Parlamento entenda que os municípios não são contrários à reforma, mas sim contra a possibilidade de perda de arrecadação.  Além de recursos, os municípios temem que haja perda na autonomia, já que ficariam atrelados ao imposto nacional. “Não é verdade que os prefeitos são contra a reforma. Estou falando que no Brasil são os prefeitos que sofrem e sabem onde está o problema”, afirmou ele. A adoção do IVA dual, com um tributo único federal e outro estadual e municipal é uma das principais divergências na tramitação do tema, segunda o coordenador do GT, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A ideia do coordenador é que, até o dia 11 de abril, o colegiado possa apresentar os pontos de consenso da proposta.
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