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Lula afirma que recebeu o governo com 186 mil obras paradas do Minha Casa, Minha Vida, e criticou governos anteriores. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Lula compareceu em Brasília do encontro da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) nesta terça-feira (14). Diante da diretoria da frente e dos prefeitos das capitais estaduais, Lula criticou o tratamento dado pelos governos anteriores (Michel Temer e Jair Bolsonaro) aos programas de acesso à moradia iniciados no seu primeiro governo, em especial o Minha Casa, Minha Vida. O presidente estabeleceu como meta a retomada das obras que foram interrompidas desde o fim de seu último mandato.
De acordo com o presidente, sua equipe identificou 186 mil construções paralisadas de residências ao assumir o governo. “Casas ainda do tempo da Dilma, casas do tempo do Lula [2003-2010]. Casas que estavam para ficar prontas em 2015, e que foram simplesmente paralisadas”, relatou. Na avaliação do presidente, tanto a interrupção das obras na área de moradia quanto na educação se deu “por irresponsabilidade de quem governava”.
O presidente também afirma que a maioria das construções já tinha orçamento disponível para a execução, não havendo justificativa para as interrupções. “Imaginem vocês que agora eu estou viajando o Brasil para inaugurar casas que nós começamos a construir em 2003. E são muitas casas, ainda temos que construir o projeto de mais dois milhões de casas que nós queremos fazer daqui para frente”, anunciou.
Lula ainda pediu aos prefeitos que ajudem no processo de retomada dos projetos do Minha Casa, Minha Vida. “Queria fazer um desafio aos prefeitos do Brasil e às prefeitas: se o prefeito puder fazer concessão dos terrenos, a gente pode fazer as casas muito mais baratas para o povo mais pobre desse país”. O mesmo pedido foi feito anteriormente ao prefeito Felipe Augusto, de São Sebastião (SP), para amparar a população atingida pelas enchentes.
Ele também afirmou ter acionado a ministra do Planejamento, Simone Tebet, para identificar terrenos e construções públicas federais abandonadas que possam servir de espaço para as novas obras de moradia. “Prédios nas capitais, casas, tudo o que estiver abandonado, para a gente utilizar e transformar em moradias decentes para as pessoas mais humildes deste país”, declarou.