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Presidente Jair Bolsonaro [fotografo] Reprodução [/fotografo]
O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar organizações não governamentais, em especial os que cuidam dos povos indígenas. No final da transmissão que fez em frente ao Palácio do Alvorada na tarde desta sexta-feira (31), o mandatário disse que as questões indigenistas atrasam o país e disse que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) presta um desserviço para o Brasil.
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"[Roraima] É um dos estados mais ricos do Brasil, nas questões de reserva. Nós estamos com dificuldades de levar a União para lá por questões indigenistas. O Cimi sempre prestou um desserviço para o Brasil".
Ataques de Bolsonaro aos povos indígenas
Os ataques verbais que o presidente faz contra os povos indígenas, resultam em assassinatos contra lideranças, é isso que pensa uma das maires representantes das mulheres indígenas no país, Sonia Guajajara. Ela responsabilizou o presidente Jair Bolsonaro pelo assassinato a tiros de dois homens de sua comunidade, no início do mês, na BR 226, que corta a terra indígena do povo Guajajara no Maranhão. Firmino Prexede Guajajara e Raimundo Guajajara foram atingidos por ocupantes de um veículo quando voltavam de uma reunião em que discutiam a defesa dos moradores da região. Outros quatro indígenas foram feridos. “Esses crimes não são casos isolados, são reflexo do ódio que vem sendo disseminado pela autoridade máxima do país contra nós, povos indígenas. O presidente deveria cumprir a Constituição Federal e garantir a proteção às nossas vidas e ao meio ambiente. Infelizmente o que vemos é o contrário, um comportamento que não condiz com o de um presidente. Exigimos justiça. esses crimes não podem continuar impunes”, disse Sonia no vídeo. Em 11 anos, nunca se matou tantas lideranças indígenas como em 2019. Até o início de dezembro do ano passado foram sete lideranças mortas por fazendeiros e madeireiros ilegais.Conselho Indigenista Missionário
O Cimi é um organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Criado em 1972, no auge da Ditadura Militar, a instituição visa lutar pelos direitos dos povos indígenas.
A missão do grupo é: "Testemunhar e anunciar profeticamente a Boa-Nova do Reino, a serviço dos projetos de vida dos povos indígenas, denunciando as estruturas de dominação, violência e injustiça, praticando o diálogo intercultural, inter-religioso e ecumênico, apoiando as alianças desses povos entre si e com os setores populares para a construção de um mundo para todos, igualitário, democrático, pluricultural e em harmonia coma natureza, a caminho do Reino definitivo".