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"O Brasil precisa de mudanças e o novo governo está fazendo a sua parte. Do jeito que sempre deveria ter sido. Faltava coragem e patriotismo", opina ex-coordenador do MBL[fotografo]Kutay Tanir / Getty Images[/fotografo]
Felipe Pedri *
Dia 1º de janeiro de 2019 está logo ali. Não é apenas mais um ano que está nascendo, e sim o ano que pode entrar para os livros de história como a grande virada do Brasil para se tornar uma das principais nações do mundo.
A expectativa é grande. Três em cada quatro brasileiros acreditam que o país será melhor. Faz todo o sentido, pois os sinais são muitos.
E é necessário jogar luz no trabalho do grupo mais importante do novo governo, ao mesmo tempo em que é o menos compreendido: o grupo político. Liderado pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, esse grupo conta com o general Santos Cruz, Gustavo Bebbiano, Luiz Henrique Mandetta e Tereza Cristina e dá o tom da sensível mudança no jeito de fazer política E vai ao encontro dos anseios da sociedade.
O mais delicado compromisso de campanha de Jair Bolsonaro foi, sem dúvidas, acabar com o famigerado toma-lá-dá-cá na relação do Poder Executivo com o Legislativo, que perdura por décadas. Algo como pegar a nave Brasília em "velocidade de cruzeiro" em uma direção e mudar bruscamente a rota. Foi exatamente o que a equipe de transição fez.
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Onyx Lorenzoni pode ser considerado o grande algoz do toma-lá-dá-cá. Com habilidade política e força para segurar todos os grupos, egos e interesses na montagem do governo, Onyx foi o condutor da nova relação. E isso não é de agora. Em julho, 90 dias antes do pleito, o deputado já tinha uma lista firme de 120 deputados que apoiariam um futuro governo – resultado de um trabalho iniciado em 2017, quando o gaúcho abraçou a ideia da mudança com o então deputado Jair Bolsonaro. Cresceu na campanha com as bancadas temáticas abrindo apoio ao capitão. Só da agricultura foram mais de 250 parlamentares. Estava colocada na prática a ideia de que, no fim das contas, restabelece uma relação de poder verdadeira, limpa, por pautas e não por cargos. Eleito, o novo governo partiu para a transição apoiado no mesmo ideal. Com as bancadas temáticas, ocorre um duplo benefício: uma espécie de descentralização de poder e a conquista de maioria no Legislativo por afinidade de ideias. Algo impensável em um país que elegeu Lula, que logo após se aliou a figuras como José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor. O núcleo político avançou muito bem na conquista de maioria na Câmara e, agora, adentra o Senado. Esse é, sem dúvida, o jogo mais difícil. Os caciques partidários não estão sabendo lidar com a nova fase da República e tentam desestabilizar Onyx. O desafio do futuro chefe da Casa Civil é simplesmente viabilizar o governo – pois, sem reformas, leia-se Congresso Nacional, não haverá governabilidade mínima. O plano está dando certo. O general Santos Cruz terá uma dura missão pela frente, chefiando a Secretária de Governo. Sob o seu guarda-chuva estão a Secretaria de Comunicações, o programa de parcerias de investimentos e a relação com estados e municípios. Além da tarefa complexa, o general, militar-político da transição, deve ser o articulador do círculo militar do governo com a real politik. Tarefa que não é fácil. [caption id="attachment_369819" align="alignnone" width="700"]> CNI/Ibope: maioria dos eleitores está otimista com futuro governo Bolsonaro
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