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O Ministério Público (MP) apresentou denúncia de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil contra o policial penal Jorge Guaranho. Foto: Reprodução
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou, nesta quarta-feira (20), denúncia contra o policial penal Jorge Guaranho. Policial Penal e militante bolsonarista, Guaranho invadiu a festa de aniversário do guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda e o assassinou a tiros. O crime ocorreu na cidade de Foz do Iguaçu (PR) no dia 10 de julho.
Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil. Segundo o promotor Luís Marcelo Mafra Bernardes da Silva, o acusado agiu por “preferências político-partidárias antagônicas".
O Ministério Público discordou do relatório da Polícia Civil do Paraná (PCPR) que apontou que o crime teria sido feito por motivo torpe e descartou a configuração de crime político. Segundo o promotor Tiago Lisboa, a ação de Guaranho foi “claramente desproporcional” e se enquadra como motivo fútil com conotação política, além de colocar em perigo a vida de terceiros.
A denúncia foi apresentada mesmo que alguns lados ainda não estejam anexados ao processo. Os laudos periciais de confronto balístico, do aparelho que gravou as imagens das câmeras de segurança do local do crime, do conteúdo do celular de Guaranho, do carro do policial e do local do crime serão inseridos posteriormente.
O MP considerou que os materiais não são imprescindíveis para oferecer a denúncia. Segundo os promotores, a denúncia poderá ser complementada caso os laudos apontem novas informações sobre o caso.