Publicidade
Expandir publicidade
O que acontece quando o veículo especializado mais lido pelos parlamentares e a plataforma que melhor fiscaliza os gastos eleitorais se juntam? O resultado é uma cobertura jornalística que vai jogar luzes sobre a origem e o destino dos bilhões de reais que irrigam as campanhas nas eleições de 2024.
A partir desta sexta-feira (13), o Congresso em Foco e a plataforma 72horas.org dão início a uma parceria que pretende dar maior transparência e controle social sobre a distribuição dos recursos que vão pavimentar a eleição dos representantes municipais. A disparidade na distribuição do dinheiro entre candidaturas, por gênero e raça, é o tema central da primeira reportagem da parceria.
Neste ano, apenas o fundo eleitoral prevê R$ 4,9 bilhões em dinheiro público para custear candidaturas – um recorde, mais que o dobro destinado na eleição municipal passada. As campanhas ainda contam com outra verba pública, o fundo partidário, que distribuirá este ano R$ 1,1 bilhão, totalizando assim R$ 6 bilhões. Isso sem contar as doações privadas de pessoas físicas.
O dinheiro ou a falta dele pode ser determinante para o resultado eleitoral. Fiscalizar e dar transparência à distribuição e à utilização desses recursos são ações de cidadania em um país onde mulheres, negros, pretos e indígenas são sub-representados nas esferas de poder diante da histórica super-representação branca masculina.
Esta é a 11ª cobertura das eleições feita pelo Congresso em Foco em seus 20 anos de existência e a terceira monitorada pelo 72horas.org. O nome da plataforma, criada em 2020 por mulheres especialistas no campo eleitoral, remete à regra que exige que as candidaturas declarem os recursos recebidos em suas contas de campanha em até 72 horas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A busca pela transparência está no DNA do Congresso em Foco. Primeiro veículo do país a levantar as acusações criminais contra parlamentares, o site também fez revelações ao longo da história que contribuíram para tornar o Congresso mais transparente, como o pagamento de supersalários a servidores do Senado e a farra das passagens promovida por congressistas com o dinheiro público.
[caption id="attachment_606254" align="alignleft" width="187"]