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O delegado se refere à atuação do serviço de inteligência, que em casos como o ocorrido no aeroporto de Carajás, costuma trabalhar para armazenar provas até a prisão em flagrante dos suspeitos no momento da prática de crimes. “Se o juiz tivesse nos avisado, nós ficaríamos monitorando as pessoas até a hora da prática da corrupção eleitoral”, disse Carvalho.
O GLOBO
Sem esperança de absolvição, José Dirceu encara ‘o pior cenário’
Sem esperanças de ser inocentado do crime de corrupção ativa pelo plenário do Supremo, de acordo com interlocutores, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu acompanhou nesta quinta-feira a sessão recluso em sua casa, em um condomínio fechado de Vinhedo, no interior de São Paulo. O petista ouviu de seus advogados que se concretizou o pior cenário em relação ao seu caso, com três votos pedindo sua condenação e ainda quatro sinalizações de ministros que tendem a acompanhar a acusação (Celso de Melo, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Ayres Britto).
Apesar do pessimismo, o ex-ministro manteve nesta quinta-feira a defesa de sua inocência em seu blog. Destacou cedo comentários de especialistas cujo conteúdo questionava as circunstâncias nas quais um superior hierárquico deve responder por crimes executados por seus subordinados. Foi uma referência velada a Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT que assumiu para si em depoimentos a responsabilidade pelos negócios fraudulentos com Marcos Valério e suas empresas.
Já no plenário do STF, de acordo com a agência Reuters, o advogado de Dirceu, José Luis de Oliveira e Lima, recebeu uma mensagem do ex-ministro em que disse: “Dou a mão à palmatória, mas vamos hoje para o mérito”, em trecho do começo da mensagem.
PF diz que dinheiro apreendido em Parauapebas seria entregue ao PT
O R$ 1,134 milhão apreendidos pela Justiça Eleitoral na última terça-feira em Parauapebas (PA) seriam entregues a Alex Pamplona Ohana, ex-secretário de Saúde do município e apontado como coordenador da campanha do candidato José das Dores Couto, conhecido como "Coutinho do PT". A informação faz parte do depoimento dado por Adnado Correia Braga ao delegado da Polícia Federal de Marabá, Antonio José Silva Carvalho, que investiga a suspeita de uso do dinheiro para compra de votos em Parauapebas. Braga foi encarregado de levar o dinheiro de Belém até Parauapebas e deu à PF detalhes sobre a operação.
- O depoimento de Adnaldo nos dá todos os indícios de que o dinheiro seria usado na campanha eleitoral na cidade. Outro indício era a presença de Alex no local. Ele saiu do aeroporto tão logo chegou o juiz eleitoral Líbio Moura, acompanhado por policiais, e chegou a cumprimentá-lo - afirmou o delegado, acrescentando que, além do juiz, os vigilantes do aeroporto também confirmaram a presença de Alex no aeroporto.
Adnaldo Correia Braga é primo de Kerniston Braga, funcionário da Prefeitura de Parauapebas, que é administrada por Darci José Lermer (PT). Como está no segundo mandato e não pode ser reeleito, Coutinho, ex-secretário de Obras do município, recebe seu apoio. A vice na chapa é Isabel Mesquita, do PMDB, ex- secretária Nacional de Políticas de Turismo.
Sobe para 394 o número de municípios que terão força federal no dia da eleição
Subiu de 268 para 394 o número de municípios, em 11 estados brasileiros, que terão tropas federais nas eleições do próximo domingo, dia 7. Nesta quinta-feira, em sessão administrativa no final da noite, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram novos pedidos de tropas, feitos por tribunais regionais e com o aval dos governadores dos estados, para outros 126 municípios. As tropas irão para os estados do Rio de Janeiro, Amapá, Sergipe, Tocantins, Alagoas, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Amazonas e Piauí.
O TSE reviu a decisão, tomada na última terça-feira, onde foi negado o pedido do TRE do Piauí de envio de tropas para 143 municípios do estado. O pedido de reconsideração do caso do Piauí foi feito nesta quinta-feira, ao ministro relator do processo, Marco Aurélio Mello, pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavancante, e o presidente da OAB Piauí, Sigifroi Moreno Filho.
Forças Armadas deslocam até 40 mil homens para segurança nas eleições
Entre 35 mil e 40 mil homens do Exército, Marinha e Aeronáutica irão reforçar a segurança para as eleições municipais neste domingo. Desse total, um contingente menor será destinado ao apoio logístico, e a grande maioria para a garantia da lei e da ordem em municípios que solicitaram apoio de forças federais. Segundo o ministério da Defesa, uma parte desses militares ficará de prontidão em cinco bases espalhadas pelo Brasil. Deste total, 6,5 mil estarão atuando no estado do Rio de Janeiro.
FOLHA DE S.PAULO
Revisor inocenta Dirceu e é contestado por colegas
O revisor do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, votou pela absolvição do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, por entender que as acusações contra ele não passavam de "ilações" e "conjectura", mas ficou isolado ontem. Outros dois ministros, Rosa Weber e Luiz Fux, seguiram o relator do caso, Joaquim Barbosa, e condenaram Dirceu pelo crime de corrupção ativa, dizendo que o petista foi o responsável pela compra de parlamentares para garantir apoio político no Congresso durante os primeiros anos do governo Lula.
Até o esquema do mensalão ser revelado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB) à Folha, em 2005, Dirceu era o mais poderoso ministro de Lula, coordenador da campanha presidencial em 2002 e ex-presidente do PT. Outros quatro ministros fizeram apartes para contestar Lewandowski e corrigir detalhes do processo citados por ele, indicando que devem concordar com os argumentos da acusação.
Ministros questionam contradições do revisor
Ministros do Supremo Tribunal Federal fizeram intervenções ontem para apontar "contradições" no voto do revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski. Um dos pontos questionados foi a afirmação de que o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza não havia dado seu aval para um empréstimo tomado pelo PT junto ao Banco Rural em 2003.
O ponto é fundamental na acusação para caracterizar uma ligação entre Valério e o então presidente do partido, José Genoino. Os dois, ao lado do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, assinaram o empréstimo no valor de R$ 3 milhões. Na última quarta, Lewandowski absolveu Genoino da acusação de corrupção ativa.
Novo presidente do STF será definido na semana que vem
O julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) vai ser interrompido por alguns minutos na próxima quarta-feira para a eleição do novo presidente da corte, que deverá assumir em 18 de novembro, com a aposentadoria de Ayres Britto, aos 70 anos de idade. Seguindo a tradição, a cadeira deverá ser ocupada pelo ministro mais antigo no tribunal e que ainda não tenha ocupado o cargo – no caso, o ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão.
Por coincidência, o seu vice na "chapa" será o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, o segundo ministro mais antigo no tribunal e que ainda não presidiu o órgão. Se cumprido o ritual, os candidatos naturais -que no caso têm protagonizado duelos verbais desde o início do julgamento, em 2 de agosto- deverão votar um no outro.
Queda de Russomanno abre crise na campanha
A queda registrada desde a semana passada pelo Datafolha abriu uma crise no comando da campanha de Celso Russomanno (PRB) à Prefeitura de São Paulo. Às vésperas da eleição, o partido do candidato e seu principal aliado, o PTB, divergem sobre a estratégia na reta final.
O comando da campanha sofrerá intervenção na segunda-feira caso Russomanno passe para o segundo turno. Entre os alvos está o marqueteiro Ricardo Bérgamo, que deverá ser substituído.
O candidato, que era líder isolado da disputa, perdeu 10 pontos percentuais em duas semanas, caindo de 35% para 25% das intenções de voto, e voltou a ficar em empate técnico com José Serra (PSDB), que tem 23%. O presidente estadual do PTB, Campos Machado, defendeu abertamente a troca de Bérgamo pelo publicitário Agnelo Pacheco. A intervenção irritou o candidato.
Anúncio de Haddad liga candidato do PRB à 'máfia dos fiscais' de Pitta
O candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) centrou fogo no rival Celso Russomanno (PRB), em queda nas pesquisas, no último dia de veiculação de anúncios eleitorais. O PT levou ao ar inserção segundo a qual quatro envolvidos na chamada "máfia dos fiscais", durante a gestão Celso Pitta (1997-2000), integram a campanha do PRB. O esquema consistia na cobrança de propina, por parte de servidores da prefeitura, de construtoras e comerciantes cuja atividade transgredia as leis municipais.
"É, Russomanno, a verdade sempre aparece. Ainda bem que, dessa vez, foi antes da eleição", provoca a peça. Em outro reclame, os petistas usam a imagem de um taxímetro rodando para ilustrar a proposta do oponente de atrelar a tarifa de ônibus ao trecho percorrido. "Além de ser mais caro para quem mais precisa, acaba com o Bilhete Único", diz a propaganda.
Tucano não tem chance em 2º turno, diz peemedebista
Em quarto lugar nas pesquisas, Gabriel Chalita (PMDB) afirmou que José Serra (PSDB) é quem tem a menor chance de vencer a eleição à Prefeitura de São Paulo caso vá ao segundo turno. "Serra, com a rejeição que tem hoje, não ganha do Russomanno nem do Haddad", afirmou Chalita. O peemedebista disse acreditar na sua passagem ao segundo turno.
"Para quem está embaixo e começa a subir na última semana, a tendência é que esteja lá. Para quem está caindo, não dá tempo de segurar a queda", disse Chalita, citando Celso Russomanno (PRB). Apesar de Serra ter sido seu alvo principal durante a campanha, Chalita disse que o apoio do tucano no segundo turno seria "bem-vindo".
Ministro diz a petista que 'peixe morre pela boca'
O ministro Marcelo Crivella (Pesca) disse à Folha que Fernando Haddad (PT) põe em risco a unidade da base de apoio do governo federal e coloca seus interesses próprios "acima dos do povo" ao tentar se eleger prefeito de São Paulo usando ataques a um candidato de um partido aliado -Celso Russomano (PRB).
"O adversário do Haddad é o Serra. Os ataques da campanha de Haddad ao Russomanno significam colocar os interesses pessoais acima dos interesses do povo. É importante que a base continue unida para não colocar em risco os avanços que conquistamos", afirmou Crivella ontem, em entrevista.
Sindicalista aliado a Serra pede voto para Haddad ser prefeito
O presidente do Sindicato dos Taxistas de São Paulo, Natalício Bezerra, pediu ontem que os motoristas votem no candidato do PT a prefeito, Fernando Haddad. Ele já havia declarado apoio a José Serra (PSDB) no início de setembro. Na ocasião, o tucano prometeu dar R$ 150 milhões para que os taxistas troquem seus carros até a Copa de 2014.
Ontem, a três dias da eleição, Haddad foi convidado a discursar para cerca de cem pessoas na sede do sindicato, na Vila Mariana (zona sul). A reunião não foi divulgada por assessoria da campanha.
"A maior alegria do Lula é eleger o prefeito de São Paulo. Façam esse favor", disse o sindicalista. Ele é filiado ao PTB, que integra a coligação de Celso Russomanno (PRB). Após se despedir de Haddad, ele afirmou à reportagem que apoia "todos" os concorrentes.
Jornal lança edição com 1 milhão de exemplares e destaca candidato
Distribuído gratuitamente em estações do metrô de SP, o jornal "Metrô News" fez ontem uma edição especial com 1 milhão de exemplares repetindo com destaque na primeira página o resultado de uma pesquisa favorável ao candidato do PRB a prefeito, Celso Russomanno. A tiragem normal da publicação, que circula de segunda a sexta-feira, é de 150 mil exemplares.
"Russomanno tem 34% dos votos válidos e bate todos no 2º turno", dizia a manchete de ontem, a três dias da eleição. Os dados são da pesquisa Ibope divulgada na terça-feira à noite pela TV Globo e pelo site do jornal "O Estado de S. Paulo". Na edição de quarta, o "Metrô News" já havia destacado a mesma pesquisa Ibope com o título: "Haddad volta ao 3º lugar; mensalão retira eleitores".
Na reportagem, o jornal informou que Russomanno seguia líder na corrida à prefeitura e que o petista Fernando Haddad havia sido ultrapassado pelo tucano José Serra, segundo colocado. A reportagem omitiu que o candidato do PRB havia caído sete pontos no levantamento.
Artistas fazem hoje ato contra Russomanno
Após deflagrarem ruidosa ofensiva na web contra o candidato a prefeito Celso Russomanno (PRB) nas últimas semanas, artistas e agitadores culturais de São Paulo fazem hoje à noite, na região central, um ato chamado "Amor, Sim, Russomanno, Não!"
Os organizadores ocuparão a praça Roosevelt com "onda rosa-choque". E pedem que as pessoas usem a cor, escolhida por não representar partido e por ser associada ao amor. Devem participar do ato as cantoras Gaby Amarantos, Karina Buhr, Lurdez da Luz e Andreia Dias e DJs.
PMDB da Bahia reclama da presença de Dilma em campanhas em capitais
A participação da presidente Dilma Rousseff em campanhas de candidatos do PT em capitais onde há disputa com partidos da base aliada provocou "mal-estar e estranheza em todo o PMDB nacional", de acordo com o presidente do partido na Bahia, deputado Lúcio Vieira Lima. Em Salvador, Dilma gravou mensagem de apoio para o petista Nelson Pelegrino, o que desagradou ao PMDB, que disputa a capital com o candidato Mário Kertész. Segundo Lúcio, Dilma é presidente "em nome de uma coligação de partidos".
TSE rejeita registro da candidatura de Lessa em Maceió
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou ontem o registro de candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) candidato à Prefeitura de Maceió. Segundo o advogado do PDT em Alagoas, Marcelo Brabo, o partido vai recorrer da decisão ao STF (Supremo Tribunal Federal). No domingo, dia da eleição, os votos do candidato serão computados, mas ficarão "sub judice", ou seja, aguardando uma decisão final do Supremo caso o recurso seja de fato apresentado.
A decisão do TSE segue a mesma tomada em agosto pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas quando Lessa foi condenado em razão de uma dívida eleitoral de R$ 41,5 mil, em valores atualizados. A multa foi aplicada em 2006. Na ocasião, Lessa, então candidato a senador, foi acusado de antecipar a propaganda eleitoral durante uma entrevista a uma rádio no interior do Estado.