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Para baratear passagens, comissão aprova aéreas estrangeiras na Amazônia

Objetivo dos senadores é tentar aumentar a oferta e diminuir o preço de passagens aéreas para a região da Amazônia

4/6/2024
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Aéreas terão direito a financiamento por meio de fundo especial. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou nesta terça-feira (4) um projeto de lei que permite que companhias aéreas estrangeiras operem voos domésticos nos nove estados da Amazônia Legal. O objetivo da medida é tentar baratear o preço de passagens aéreas na região. Proposto pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e com relatoria de Jaime Bagattoli (PL-RO), o texto inicialmente previa a autorização para empresas do exterior atuarem em todo o Brasil. Durante a tramitação, no entanto, os senadores escolheram restringir a autorização para a Amazônia Legal. Para Bagattoli, a restrição faz sentido "já que a Amazônia Legal é, reconhecidamente, a área mais carente de voos no território nacional". Com a aprovação na Comissão de Infraestrutura, o projeto 4.715 de 2023 deve seguir para a Câmara dos Deputados, a não ser que um recurso seja apresentado para a matéria ser avaliada pelo plenário do Senado. Caso a Câmara aprove a medida e ela se torne lei, os nove estados que poderiam ser atendidos por empresas do exterior seriam:
  • Amazonas;
  • Acre;
  • Rondônia;
  • Roraima;
  • Pará;
  • Maranhão;
  • Amapá;
  • Tocantins; e
  • Mato Grosso.
Os senadores criticaram a oferta e o preço dos voos no Brasil atualmente. Para parte deles, como a senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), parte do problema é que somente três companhias aéreas dominam o mercado de viagens aéreas no Brasil: a Latam, a Gol e a Azul. "Além de não termos voos, os preços dos voos são estratosféricos", disse a senadora. "Só vejo uma solução: abrir. Tem que deixar entrar companhias aéreas. Por que só temos três aqui? Abre essa aviação. É o único jeito". Segundo o senador Marcos Rogério (PL-RO), permitir a atuação de empresas estrangeiras na Amazônia Legal não deve afetar ou ser concorrência para as empresas nacionais. Marcos Rogério citou o número reduzido de voos para a região Norte e os horários limitantes para as capitais da região. "Não estão competindo com as nacionais. Estão garantindo oferta, porque as nacionais não estão dando conta de atender", disse o senador. Autor da matéria, Petecão defendeu que o projeto é para permitir acesso à região Norte. "É inadmissível que tenhamos que pagar um dos trechos mais caros do país", disse o senador citando a viagem de Brasília a Rio Branco, capital do Acre - uma passagem para quarta-feira (5) no trecho tem somente um horário disponível e custa R$ 5.982, segundo o Google Flights. "Só queremos que o povo da nossa região possa ter os mesmos direitos que o povo do Sudeste e do Sul têm".
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