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De acordo com o ex-comandante, Bolsonaro apresentou a ele e aos outros comandantes das Forças Armadas uma minuta de decreto do golpe. Foto: Isac Nóbrega/PR
O atual ministro da Justiça, Flávio Dino, tem evitado responder questões envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (13), durante a sabatina para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Dino responde aos senadores que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Em mais de duas ocasiões integrantes da oposição ao governo Lula (PT) questionou o ministro sobre isenção e imparcialidade, citando diretamente o ex-presidente. O líder da Oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN), um dos primeiros a fazer questionamentos foi direto:
"Quanto à isenção ainda, vossa Excelência fez afirmações como: "Bolsonaro é um serial killer, é o próprio demônio", disse Marinho a Dino. "Vossa Excelência acredita que, caso seja ministro do Supremo Tribunal Federal, terá isenção para julgar o presidente Bolsonaro ou aqueles que têm uma questão ideológica com afinidade com o bolsonarismo?"
Marinho voltou a questionar em outro momento sobre Bolsonaro, mas sem uma resposta direta sobre casos do ex-presidente. Ainda no início da sabatina, Dino afirmou que não falaria sobre casos que estão ou que podem ou não ir para o STF.
"Em relação a casos concretos, como disse o dr. Gonet, é claro que eu não posso me pronunciar, porque isso decorreria em impedimento ou suspeição. Então, sobre o inquérito que lá tramita, evidentemente, eu vou me pronunciar no momento próprio, nos autos, e não agora, antecipadamente, porque isso quebraria os deveres de imparcialidade inerentes ao exercício da magistratura", disse Dino.
A sabatina de Dino é realizada em conjunto com a de Paulo Gonet, indicado de Lula para a chefia da Procuradoria-Geral da República.
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