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Relator propõe corte de R$ 6 bilhões no orçamento

16/12/2008
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O relatório geral do orçamento da União para 2009 prevê um corte de R$ 6 bilhões nas receitas e despesas. Os cortes foram de R$ 15,4 bilhões em áreas como folha de pessoal, outras despesas correntes e reserva de contingência. Os investimentos tiveram um aumento de R$ 9,4 bilhões.
O motivo do corte foi a crise econômica mundial. Segundo o relatório do senador Delcídio Amaral (PT-MS) – entregue na noite de ontem (15) e que começará a ser votado hoje – as bases da proposta enviada pelo governo previam “um cenário econômico otimista”, porque foram feitas antes do endurecimento da crise.
“As alterações realizadas por esta Relatoria e seus Comitês de Assessoramento foram pautadas pela prudência na projeção das receitas e parcimônia no uso dos recursos orçamentários”, avisou Delcídio.
DESPESAS POR GRUPO
(em R$ bilhões) 
Proposta do
Grupo de Despesa governo Relatório Diferença %
Pessoal e Encargos sociais 169,20 168,80 -0,40 -0,24%
Juros e Encargos da Dívida 127,10 126,30 -0,80 -0,63%
Outras Despesas Correntes 548,70 539,10 -9,60 -1,75%
Investimentos 37,90 47,30 9,40 24,80%
Inversões Financeiras 43,00 42,00 -1,00 -2,33%
Amortização da Dívida 631,70 631,70 0,00 0,00%
Reserva de Contingência 27,40 23,90 -3,50 -12,77%
Total* 1.585,00 1.579,10 -5,90 -0,37%
*Não inclui o orçamento de investimento das estatais, que é de R$ 79,7 bilhões
Fonte: Relatório-geral do Orçamento da União para 2009
De acordo com o relatório de Delcídio, o orçamento de 2009 será de R$ 1,658 trilhão. Descontado o orçamento de investimento das estatais, será de R$ 1,579 trilhão.
Os critérios adotados para os cortes foram as despesas de custeio – exemplo: pessoal e contas de consumo –, garantidos os valores obtidos em 2008. Depois, partiu-se para redução de investimentos até em áreas sociais, como saúde e educação, direitos humanos e segurança pública.
“Infelizmente, devido ao expressivo volume de cortes necessários e às dificuldades de ajustes na programação decorrentes das vinculações de fontes a determinados itens de gasto, não nos foi possível ressalvar completamente do corte tais ações e programas”, afirma o relator no texto.
Sofreram cortes seletivos outros investimentos também, principalmente os programas que, até novembro passado, tiveram empenhos (reserva para pagamento) inferiores a 50% do total.
Apesar disso, Delcídio garantiu os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Plano Piloto de Investimentos (PPI). O relator protegeu as duas áreas porque elas, segundo ele, servem como “política anticíclica” para proteger a economia brasileira dos efeitos da crise internacional. (Eduardo Militão)
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