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Caos aéreo: Lula reclama de transtorno a passageiros

4/4/2007
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (4) estar confiante de que haverá “normalidade” nos aeroportos brasileiros durante o feriado da Semana Santa, assim como daqui para frente. Ele voltou a afirmar não ser justo que brasileiros fiquem por horas nos saguões dos aeroportos esperando para embarcar, enquanto controladores de vôo fazem protestos para reivindicar questões específicas.

 

Lula considerou “justo” o protesto dos controladores de vôo, mas condenou o fato desse protesto atingir a sociedade brasileira. “Eu acho que não existe nenhum movimento, por mais justo que seja, que justifique terceiros pagarem a conta. Se as pessoas querem fazer protestos contra alguém, que façam, mas que a vítima desse protesto não seja o povo, que não tem nada a ver com isso”, disse o presidente, segundo a Agência Brasil.

 

"Nós tivemos problemas desde o final do ano passado, problemas que ora envolviam as empresas, ora os controladores, ora a manutenção, mas hoje temos um diagnóstico correto da situação”, afirmou Lula. E continuou: “E eu penso que a Aeronáutica está com a responsabilidade de não permitir que aconteça mais isso. Obviamente que pode acontecer um ou outro atraso”.

 

O presidente citou as chuva pelo País e a queda de quatro aviões da FAB em Roraima (leia aqui). "Ontem, por exemplo, tivemos chuva forte em São Paulo e hoje caiu avião pequeno em Roraima, mas estou confiante e certo de que todo mundo que está envolvido com a questão dos aeroportos está de prontidão para que não haja mais sofrimento", garantiu.

 

Punição

Ao ser indagado se o governo atenderia o pleito da categoria e puniria os controladores pela paralisação na última sexta-feira, o presidente respondeu que tem flexibilidade para conversar com todos os setores da sociedade, como já vem fazendo. “Não se trata de mandar prender ou soltar. Não precisamos prender as pessoas, o que precisamos é dialogar, e isso foi feito.”

 

Para Lula, a negociação deve ser feita de forma “madura”. O presidente se disse disposto a dialogar com sindicalistas, assim como faz com aliados e opositores. “Mas as pessoas precisam aprender que, em um regime democrático, o respeito às instituições e aos princípios hierárquicos são fundamentais para que a gente possa ter sucesso na condução da própria democracia”, afirmou Lula, depois de almoçar com o presidente do Equador, Rafael Correa, no Itamaraty.

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