Publicidade
Expandir publicidade
Bolsonaro está inelegível até 2030, conforme sentença do TSE. Nesta segunda-feira (3), a relação de apoio à anistia de Bolsonaro já tinha o nome de 70 deputados. Nenhum quis assinar ao lado do número 13. Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil
Após aliados darem início à implementação de projetos de lei que tentam reverter a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL), a lista em defesa do projeto do deputado Sanderson (PL-RS), que pede a anista do ex-presidente, ganhou adesão ainda maior. Nesta segunda-feira (3), a relação de apoio já contava com o nome de 70 deputados. A lista, contudo, pulou o número 13. Nenhum dos parlamentares quis assinar ao lado do número usado pelo PT na urna.
Ao Congresso em Foco, o deputado Sanderson, alegou que a pauta é de interesse do país o que, segundo ele, justifica a adesão dos parlamentares. Bolsonaro foi condenador pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em processo que o deixou inelegível até 2030 por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação
“O Parlamento tem o dever de enfrentar temas como o da anistia, proposto por mim e outros 70 parlamentares, de interesse nacional, evitando assim uma injustiça com alguém que em 2 eleições teve 120 milhões de votos e está sendo calado mesmo sem ter praticado crime algum”, defendeu o deputado.
Dos 70 nomes que assinaram o documento, 48 são de integrantes do PL, partido do ex-presidente condenado a oito anos de inelegibilidade em função de uma reunião entre embaixadores que ele promoveu em 18 de julho de 2022. Jair Bolsonaro foi acusado de abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação ao antecipar o período das eleições e difundir mentiras sobre o sistema eleitoral do Brasil. Bolsonaro foi condenado por 5 votos a 2 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os demais partidos que aderiram à lista são do União (6), PP (6), MDB (4), PSD (2), Republicanos (2), Podemos (2) e Patriota (1). A lista com as sete dezenas de parlamentares se preocupou em eliminar o número 13, usado pelo PT, partido do presidente Lula. Do número 12, a lista salta para o 14.
"Vamos levar esse caso ao Plenário [da Câmara], e de forma democrática, iremos decidir. Uma decisão política, meramente revanchista, afastou o maior rival político do governo atual. O parlamento irá corrigir essa injustiça com o ex-presidente que nenhum crime cometeu, e silenciou mais de 58 milhões de brasileiros", disse Rodrigo Valadares (União -SE), co-autor da lista.
- Confira os deputados que assinaram a lista até o momento.