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Opinião
23/1/2026 15:00
A caminhada de Nikolas Ferreira, de Minas a Brasília, carrega um forte simbolismo político. Um gesto pacífico, público e persistente para chamar atenção diante das injustiças e ameaças à liberdade. Não é o confronto que move a ação, mas a exposição moral do conflito diante da sociedade.
Nesse ponto, há um paralelo claro com o "Ahimsa" de Gandhi. Assim como o líder indiano usava longas marchas e a resistência não violenta para constranger o poder e despertar consciências, a caminhada de Nikolas aposta no corpo, no tempo e na perseverança como linguagem política.
Caminhar é dizer que não vamos recuar, mas também não vamos usar a violência.
São contextos históricos distintos, objetivos diferentes e escalas incomparáveis. Ainda assim, o princípio se aproxima: a força da causa não está na agressão, mas na legitimidade moral do gesto. Quando a política abandona o grito e escolhe o caminho, ela fala mais alto.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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