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Brasil
24/9/2026 18:00
Desde que o programa assistencial Bolsa Família foi instituído no país, sofre críticas dos ricos, dos empresários, dos bolsonaristas e de todos cidadãos que "odeiam" Lula e os partidos de esquerda.
Os argumentos são rasos, com pouca ou nenhuma inteligência, esbarrando sempre em narrativas falsas e dados inexistentes na realidade. Claro que, como tudo que é realizado em nosso país, o programa precisa sempre ter ajustes e auditorias frequentes, visto que o ato de levar vantagem em tudo é inerente a uma parcela significativa dos brasileiros.
O escopo principal do programa está baseado no seguinte:
Valores do benefício em 2026
R$ 50 extras para: gestantes - nutrizes (bebês até 6 meses) e crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos
A composição do benefício inclui:
Regras de permanência
Para continuar recebendo, a família precisa cumprir condições nas áreas de saúde e educação:
Os críticos sem argumentos, como Luciano Hulk dizem que os brasileiros deixam de procurar emprego para receber o Bolsa Família. Se o emprego oferecer um salário mínimo, renderá R$ 1.621,00. Logo, fica difícil imaginar que alguém trocaria este valor por R$ 600,00.
Dizem ainda, que o governo tem de arrumar empregos e não promover o assistencialismo. Essa critica vai até a página 2, porque os empresários que recebem Incentivos fiscais, Benefícios fiscais, Renúncia fiscal, Subsídios tributários ou Desoneração tributária não reclamam nem acham isso assistencialismo. Tem muitos empresários ou críticos do governo federal que buscam subsídios no BNDES para comprar avião ou helicóptero. Quando isso ocorre eles não acham que estavam sendo ajudados pelo mesmo governo que criticam ao ajudar os mais pobres.
Porque os ricos não se revoltam contra os salários obscenos recebidos pela classe política, desembargadores, juízes e as malditas pensões eternas das filhas de militares da alta patente?
Porque não se revoltam contra os bilhões que foram manipulados no escândalo do Banco Master, na roubalheira do INSS por políticos de direita, e as malditas emendas parlamentares desviadas pelos mesmos políticos que votam contra aumento salarial dos professores, auxílio gás, correção do salário mínimo e desoneração dos impostos na cesta básica?
A resposta é simples, essas pessoas da nossa elite financeira odeiam pobres, querem distância dos brasileiros que não são ricos como eles, e por este motivo, odeiam todo e qualquer político que ouse tentar ajuda-los. O ódio a Lula e ao PT nada tem a ver com ideologia ou comunismo inexistente no planeta, mas sim com preconceito, que vem de muito longe, desde os tempos da escravidão.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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