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Trânsito
9/10/2026 16:00
As mudanças recentes das autoridades de trânsito flexibilizaram as questões que envolvem a formação de novos motoristas e a renovação da Carteira Nacional de Habilitação. Enquanto isso, as mortes envolvendo motocicletas respondem por mais da metade dos óbitos na região Nordeste do país em 2024.
Pela primeira vez, a região Nordeste se tornou a região com mais mortes no trânsito no Brasil. Foram 11.894 óbitos em 2024, contra 10.995 no Sudeste, região mais populosa do país e até então líder na mortalidade no trânsito.
Não é de hoje que assistimos a imagens de motociclistas trafegando em ruas e estradas do Norte e Nordeste sem o uso de capacetes e infringindo diversas outras normas de trânsito. Essa elevação do número de mortes é algo que podemos chamar de uma tragédia anunciada.
Neste momento, penso que seria muito mais inteligente que houvesse maior seriedade na retirada da CNH pelos brasileiros e normas rígidas para a renovação dela. A fiscalização sobre as autoescolas deveria ser aumentada e os custos reduzidos para que os alunos não fugissem do dever de fazer o trâmite da busca pela CNH de forma oficial.
Todos sabemos que nas ruas e estradas brasileiras existe um número enorme de motoristas e motociclistas dirigindo sem habilitação, sem documentação dos veículos, em virtude da redução do policiamento nas ruas brasileiras e nas nossas estradas.
No total, no país, 37.150 pessoas morreram no trânsito em 2024, cerca de 6,5% a mais que os 34.881 casos do ano anterior. O número é o maior desde 2016, quando 37.345 pessoas acabaram mortas.
A comparação entre os tamanhos das frotas regionais preocupa os especialistas. Em dezembro de 2024, o Sudeste contava com aproximadamente 59 milhões de veículos cadastrados, mais que o dobro dos 22,3 milhões do Nordeste, conforme a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Infelizmente, no país, a maior parte dos motoristas está dirigindo sem CNH, sem documentação em dia dos veículos e muitos fazendo uso de bebidas alcoólicas e até drogas. Fiscalização deficiente e impunidade são fatores motivadores para essa situação, que é uma das principais causas dos acidentes fatais.
Nosso trânsito mata mais do que muitas guerras pelo mundo; precisamos urgentemente de uma profunda reflexão e da execução de um conjunto de medidas que venham a humanizar nosso trânsito. Campanhas educativas nas escolas e na mídia, além de fiscalização intensiva, podem surtir efeitos positivos a médio prazo.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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