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Poder

Assim foi, assim é e assim será

A busca por riqueza e influência política não pode se sobrepor ao interesse público e à responsabilidade de garantir os direitos previstos na Constituição.

José Carlos Manhabusco

José Carlos Manhabusco

14/10/2026 15:00

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O assunto diz respeito aos que pregam inúmeros procedimentos e soluções nas esferas jurídica, política e executiva. Apresentam e apontam os mais diversos caminhos, como se isso fosse resolver todos os problemas da sociedade.

Não é demais lembrar que caixão não tem gavetas. Ou seja, o exercício do poder é por tempo determinado, bem como o acúmulo de bens materiais não significa nada quando se passa desse para o outro plano.

Quem ocupa o poder deveria entender que tudo é passageiro, sendo que nada se leva desta vida, apenas a vida que se leva.

Discursos sobre melhorias na sociedade são apenas retóricas, cujo objetivo não atende ao interesse público.

É uma pena que o ser humano se transforma quando assume o poder. Com efeito, muitos esquecem até suas origens. Também não lembram dos que o ajudaram na difícil caminhada em direção ao poder.

O acúmulo de fortuna não significa nada em relação ao tempo que ficamos na terra. A busca incessante pela riqueza torna-se uma verdadeira doença e vício humanitário.

O ser humano deveria fazer mais, do que falar mais.

Apesar dos avanços da Constituição de 1988, a distância entre as garantias legais e sua efetivação revela desigualdades no acesso aos direitos fundamentais.

Apesar dos avanços da Constituição de 1988, a distância entre as garantias legais e sua efetivação revela desigualdades no acesso aos direitos fundamentais.Joédson Alves/Agência Brasil

A nossa Constituição é conhecida como "Constituição Cidadã".

"A Constituição de 1988 é chamada de Constituição Cidadã porque colocou o cidadão e os seus direitos fundamentais no centro da democracia brasileira. O termo foi popularizado por Ulysses Guimarães no dia da promulgação para destacar a ruptura com o período de autoritarismo".

A pergunta é: Será que de fato a nossa Constituição de 1988 é uma Constituição Cidadã?

A resposta está nas decisões dos poderes constituídos.

"Em 27 de novembro de 1985, por meio da emenda constitucional 26, foi convocada a Assembleia Nacional Constituinte com a finalidade de elaborar novo texto constitucional para expressar a realidade social pela qual passava o país, que vivia um processo de redemocratização após o término do regime militar. Datada de 5 de outubro de 1988, a Constituição inaugurou um novo arcabouço jurídico-institucional no país, com ampliação das liberdades civis e os direitos e garantias individuais".

A promessa era de ampliação das liberdades civil e os direitos e garantias individuais.

De fato, alguns direitos foram conquistados. Entretanto, na prática não está sendo bem assim.

A reflexão faz parte de uma vida de luta e de conquistas individuais, porém sempre com o auxílio e a ajuda de brilhantes serres humanos.

Apenas ter leis que consagram direitos não significa a verdadeira entrega do bem a quem de direito.

Diz o ditado: "Quem pode mais, chora menos".

Os que possuem condições de lutar são os que detém o cabedal do poder e do bem material.

Assim, feliz daquele que faz parte desse universo.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para redacao@congressoemfoco.com.br.

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