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Política
28/10/2026 16:30
A oposição ao governo Lula conseguiu nas urnas aumentar suas bancadas na Câmara e no Senado para a legislatura que começa em 2027. Os analistas correm para fazer conjecturas sobre a relação entre o presidente Lula em seu quarto mandato e o novo Congresso Nacional.
A base política de Lula, a princípio, poderá ter em torno de 163 deputados, dependendo das negociações e coligações. A oposição teria cerca de 350 deputados.
O que precisa ser ressaltado e ficar bem claro para a sociedade brasileira é que o papel dos deputados é representar a sociedade brasileira, atender aos pleitos dos seus Estados e municípios, além de fiscalizar o poder público. Não está no rol das atribuições dos deputados disseminar fake news, recusar o diálogo com o Poder Executivo nem tampouco votar contra propostas que venham a favorecer a sociedade brasileira.
Neste sentido, é vital que os eleitores façam o seu papel de fiscalizar a atuação dos deputados de seu Estado. O voto na eleição é apenas uma pequena parte do processo de participação política do cidadão. Não podendo os brasileiros ficarem quatro anos esperando uma nova eleição para então imaginar que estão participando do processo político nacional.
Ninguém dá cheque em branco nem senha de cartão para deputados. É preciso acompanhar, cobrar e fiscalizar o trabalho realizado pelos que foram eleitos em 2026 e vão cumprir seus mandatos entre 2027 e 2030.
Afinal de contas, os pais não olham o boletim ou as notas dos seus filhos na escola apenas ao final do ciclo (fundamental ou ensino médio). Com os políticos, tem de ser da mesma forma ou até com mais rigor, visto que a atuação destes envolve recursos preciosos que afetam nossas vidas no país.
Em meio a tantas coisas erradas, num país que raramente leva a sério suas leis, regras e regulamentos, fica sempre difícil falar sobre coisas importantes como a democracia, voto e participação política na vida pública do nosso enorme país tão desigual. Mas, obviamente, não podemos nos furtar a conversar, escrever e tentar levar a mensagem do que é certo ao maior número de pessoas possível. Temos obrigação de insistir naquilo que objetiva a melhoria, a consciência político-partidária e o crescimento do nosso povo enquanto agentes de transformação cotidiana.
Neste sentido, não podemos, por mais que tenhamos motivos e justificativas plausíveis, permanecer à margem da vida política nacional. Pois, por trás do cenário político-partidário, há uma grande massa de interessados no afastamento do cidadão das urnas, da participação política, da democracia incipiente do nosso país.
São aqueles que levam vantagens financeiras, usufruindo de cargos e de poder imensurável, aproveitando-se justamente do desinteresse da grande massa que, embora pagando pesados tributos, não cuida do seu quintal quando se trata de política, desde a sua cidade, passando pelo seu Estado, até chegar ao destino maior da nação, que é a presidência da República.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para redacao@congressoemfoco.com.br.
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