Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Artigos >
  3. Bolsonaro recorre ao "toma lá, dá cá" ao buscar o Centrão, criticam ... | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Bolsonaro recorre ao "toma lá, dá cá" ao buscar o Centrão, criticam ex-aliados

23/4/2020 | Atualizado às 13:36

A-A+
COMPARTILHE ESTE ARTIGO

Câmara em sessão plenária[fotografo]Cleia Vianna/Ag. Câmara[/fotografo]

Câmara em sessão plenária[fotografo]Cleia Vianna/Ag. Câmara[/fotografo]
Antigos aliados do presidente Jair Bolsonaro no PSL criticam sua recente aproximação com partidos do chamado Centrão e falam em retorno do “toma lá, dá cá”, prática duramente repudiada por ele desde a campanha eleitoral de 2018 que consiste na troca de cargos e liberação de recursos em troca de apoio político. Nas últimas semanas, o presidente tem recebido  dirigentes do PP, PL, Republicanos, PSD, MDB e DEM. > TSE vê condições para eleição em 2020, mesmo com covid-19 Na visão do senador Major Olimpio (PSL-SP), a aproximação com o Centrão é frontalmente contrária a toda a narrativa de campanha de Bolsonaro, o que tem enfurecido o eleitorado bolsonarista, segundo ele. Olimpio considera que o movimento do presidente representa um tropeço no próprio discurso. “Eu não consigo entender o porquê disso, porque o presidente ficou um ano e cinco meses tendo vitórias e derrotas importantes no Congresso e nunca se abalou com isso. Eu vejo agora que perde muito o discurso, perde muita a consistência”, disse o senador. Assinantes do Congresso em Foco Premium tiveram acesso antes a esse conteúdo. Para assinar, entre em contato com [email protected]. > Cadastre-se e acesse de graça por 30 dias o melhor conteúdo político premium do país    Para o vice-líder do PSL na Câmara, Junior Bozzella (SP), o governo conseguiu fazer uma “aliança com o Centrão”, em referência ao nome da sigla que Bolsonaro pretende criar, Aliança pelo Brasil. Na visão dele, o alinhamento com os partidos do grupo é o ato derradeiro para o presidente. “É um ato de desespero, uma flagrante demonstração da sua incompetência, da sua incapacidade política e demonstra que as suas reservas morais foram, todas elas, jogadas na lata do lixo”, disse Bozzella, para quem o presidente não é capaz de sustentar as próprias posições. “Ele institucionalizou, oficializou o ‘toma lá, dá cá’ no Brasil de uma forma muito mais grave e obscena”, disse o deputado. Na opinião de Bozzella, num momento de crise, o presidente tem usado grandes estatais e autarquias como a Funasa para sustentar sua manutenção no poder. Para ele, foi entregue “a chave do cofre” a figuras da velha política que o presidente criticava no passado recente. Deputado de primeiro mandato eleito na esteira do bolsonarismo, Bozzella é próximo do presidente nacional da sigla pela qual Bolsonaro se elegeu, o deputado federal Luciano Bivar (PE). Outro ex-aliado do presidente, o deputado Julian Lemos (PSL-PB) disse que as conversas com o Centrão se devem à “inabilidade política, petulância e arrogância” do governo. Segundo ele, o presidente perdeu sua essência e se desmoralizou. “Agora temos uma aliança pelo Brasil, e ela já tem seu fundo eleitoral, Banco do Nordeste, Funasa entre outros, nesse momento o governo perde sua essência, o Centrão mostrou as vísceras de um governo que se auto desmoralizou”, disse Lemos, que é vice-presidente nacional do PSL, no Twitter.

Parabéns, bem vindos a "nova" política !

PSD - Funasa Nacional PL - Secretaria de Vigilância no MS e Banco do Nordeste PP - FNDE e DNOCS Nacional Republicanos - Secretaria no Ministério do Desenv. Regional — Julian Lemos Deputado Federal (@JulianLemosopb1) April 21, 2020

Como o Congresso em Foco mostrou na segunda-feira (20), as conversas envolvem negociações de cargos. Foi prometida ao PP, por exemplo, uma das vice-presidências da Caixa e o comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento para Educação, órgão do Ministério da Educação.

A intensificação nas conversas com os partidos do Centrão é uma tentativa de Bolsonaro de construir uma base aliada no Congresso e não depender de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem uma grande influência sobre a pauta legislativa, e a quem o presidente disparou ataques na última semana. Para Bozzella, o movimento se deve ao fato de Bolsonaro se preocupar com a reeleição e pela necessidade que tem de antagonizar com outros atores políticos. “Ele arruma um inimigo a cada instante, desde o primeiro dia do mandato foi assim. Qualquer pessoa que se apresente minimamente com um pouco mais de capacidade, que demonstre mais inteligência, mais luz própria ele já acha que é um potencial adversário. Ele só enxerga 2022, ele não enxerga outra coisa na frente. Bolsonaro está cego. É o poder pelo poder”, afirmou o deputado. Por sua vez, Major Olimpio considera que a estratégia de aproximação com partidos do Centrão não é inteligente, pois, em um enfrentamento aberto de Bolsonaro com o presidente da Câmara, a esquerda e o PT fecham com Maia e garantem ao deputado a maioria dos votos. “Maia sabe a força que tem ali dentro da Câmara e ele usa isso com maestria”. “Se é para fazer um enfrentamento com o Maia, eventualmente para tentar influenciar de forma mais efetiva na sucessão do Maia, eu acho que o tiro pode sair pela culatra”, avalia Olimpio. Parte das redes bolsonaristas demonstra insatisfação com o ensaio da aliança com o Centrão. Um dos vídeos que circula entre eles mostra o então candidato Jair Bolsonaro prometendo que acabaria com o toma lá, dá cá. Desde a eleição, Bolsonaro tem dito que a forma de relacionamento com o Congresso mudaria, com preferência para negociações via bancadas temáticas e sem troca de cargos em Ministérios e outros órgãos da administração federal. Desde então, ele tem tentado compor a base com parlamentares ligados à segurança pública, ao agronegócio e à igreja evangélica.
Radicalização
O presidente elevou a temperatura da crise política ao participar de um ato contra o Legislativo e o Judiciário e a favor de uma intervenção militar. O movimento foi amplamente criticado por governadores, ex-presidentes, pelo Congresso e pelos partidos dos mais variados espectros ideológicos. O movimento faz parte do que parlamentares e especialistas avaliam como estratégia de manutenção da base ideológica. Ainda em fase de conversas e negociações, a aproximação com Bolsonaro vai depender do “tamanho da mordida” que o grupo de deputados quer dar, disse ao Congresso em Foco um deputado ligado ao governo e ao Centrão referindo-se à negociação com cargos. Na visão dele, os congressistas viram na escalada da radicalização de Bolsonaro, que o isolou do presidente da Câmara e de ministros do STF, como uma oportunidade para negociar diretamente com o Planalto, sem intermediários. > Cadastre-se e acesse de graça por 30 dias o melhor conteúdo político premium do país  
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

PP Jair Bolsonaro PSL pl Rodrigo Maia Major Olímpio Centrão Luciano Bivar bolsonaristas Julian Lemos Junior Bozzella

Temas

Governo Congresso
ARTIGOS MAIS LIDOS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES