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As Repúblicas do Galeão, de Alagoas e de Curitiba

Autoria e responsabilidade de Dr. Rosinha

18/1/2017 | Atualizado às 9:43

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Getúlio Vargas ​se ​suicidou em 24 de agosto de 1954. As notícias da época eram semelhantes ​às​ do final de 2015 até o golpe contra Dilma e a democracia​,​ em 2016. O jogo político e a manipulação através da imprensa também eram semelhantes. Se antes havia uma UDN (União Democrática Nacional) e um Carlos Lacerda, agora havia muitos Lacerdas e os partidos da oposição formaram um​a​ frente que não ficou ​em ​nada a dever ​à​ antiga UDN. Se antes havia uma Tribuna de Imprensa, hoje há uma potente Rede Globo e outros sabujos. Os opositores a Getúlio Vargas fizeram do atentado da Tonelero, que vitimou o major-aviador Rubens Vaz, a grande opor​​tunidade para pedir a ren​​​​ú​​​ncia. Essa morte acirrou setores das Forças Armada​s​, principalmente da Aeronáutica, que colocaram-se contra Vargas. Na ocasião​,​ a oposição conseguiu que a investigação da morte do major Vaz deixasse de ser feit​a​ ​​pela ​​​​Polícia ​C​ivil e fosse conduzid​a​ pela Aeronáutica. Instaurado o IPM (Inquérito Policial Militar​​)​,​ o mesmo ficou sob o comando da base aérea do Galeão. Pelo excesso de poder concedido aos membros deste I​​​​PM, e pela sua localização, ficou conhecido como a “Rep​​ública do Galeão”. O trágico final todos conhece​m​: dia 23 de agosto circula o Manifesto dos Generais exigindo a ren​​ú​ncia. No dia seguinte​,​ Getúlio Vargas renuncia ​a​o governo​,​ com um tiro no peito. Fernando Collor de Mello renunciou ​a ​seu mandato de presidente no dia 29 de dezembro de 1992. Primeiro presidente diretamente eleito depois do fim da ditadura​,​ tomou posse em 15 de março de 1990. O período de governo entre a posse e a ren​​ú​ncia ficou conhecido como “República de Alagoas”. A expressão refletia preconceito e não admiração ou respeito. O preconceito se devia ao fato de ter​em​ ascendido ao governo alguns "novos ricos" – pessoas que enriquece​ram​ rapidamente –​ ​com modos considerados vulgares e de mau gosto, como​,​ por exemplo​,​ a música brega e a cascata da casa da Dinda. O governo Collor foi um período de turbulência econômica e política, acompanhada por inúmeros casos de corrupção. Sem defender Collor e sua “República”, como em 1954 e 2014-2015, a imprensa teve um papel preponderante: manipulou a informação ao seu bel-prazer. O grave problema de Collor e ​a ​razão de sua deposição foi ser de Alagoas e não ter um grande partido a defendê-lo. Se de São Paulo fosse, e pertencesse ao PSDB, a burguesia paulista o defenderia. O final da história todos conhecem: em 29 de dezembro de 1992​,​ ruiu a República das Alagoas, com uma ren​​ú​ncia​,​ e não um tiro no peito. Dilma Rousseff foi cassada no dia 31 de agosto de 2016. No in​í​cio de março de 2016​,​ o ex-presidente Lula em conversa telefônica disse a presidenta Dilma que estava assustado com a “República de Curitiba”. Tal diálogo foi ilegalmente vazado à imprensa por algum dos operadores da Lava Jato. Lula usou a expressão de forma pejorativa, tendo como refer​ê​ncia a “República do Galeão”, que, na época, construiu todo um ambiente de golpe contra Vargas. Disse Lula: “Eu, sinceramente, estou assustado com a República de Curitiba. Porque a partir de um juiz de primeira instância tudo pode acontecer”. Como o IPM para investigar a morte do Major Vaz exorbitou de seus poderes, a Operação Lava Jato comandada pelo juiz “presidente” da “República de Curitiba” também abusa de seus poderes. Assim como a “República do Galeão” teve um único objetivo, atingir e depor Getúlio Vargas, a “República de Curitiba” tem um o​ se​​u: destr​​uir Lula e o PT. No fundo​,​ a razão é a mesma, não permitir a ascensão social dos trabalhadores e dos pobres, tanto que​,​ após o golpe, os usurpadores estão a destruir todo avanço social dos governos Vargas, Lula e Dilma. Não é sem razão que entregam todas as estatais, principalmente a Petrobras, destroem o modelo de Previdência Social e a CLT. A República de Curitiba, cujo “presidente” é o juiz Sergio Moro (se tiver “vice” é o procurador Deltan Dallagnol)​,​ gerou (não sei qual seria a melhor definição) falsos moralistas que batem panelas e se vestem de verde e amarelo, para aplaudir o seu “presidente”​. N​o entanto​,​ calam quando se trata de ladrões do PSDB, DEM, Solidariedade, PPS, PP, PSD, PTB, etc. Mais sobre a crise brasileira
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Lula corrupção Getúlio Vargas Sérgio Moro udn Deltan Dallagnol

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