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4/3/2020 | Atualizado às 20:09

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Presidente da República, Jair Bolsonaro e ministro da Economia, Paulo Guedes [fotografo]Valter Campanato / Agência Brasil[/fotografo]

Presidente da República, Jair Bolsonaro e ministro da Economia, Paulo Guedes [fotografo]Valter Campanato / Agência Brasil[/fotografo]
A queda de Guedes parece questão de tempo. Sua reunião com os movimentos que estão convocando o ato do dia 15 foi um recibão. O ministro afirmou que “temos apenas 15 semanas para mudar o país”. Declaração de quem sabe que sua ampulheta virou. > Bolsonaro tira de Guedes autorização para alterar orçamento Bolsonaro nunca foi um liberal. Deputado, votou contra a agenda de FHC. Surfista profissional, o presidente olhou para o mar, percebeu a direção do vento e resolveu comprar a onda que o “posto Ipiranga” lhe vendeu. Com o “pibinho” de 2019 e o horizonte nublado ainda mais pelo coronavirus, não há qualquer sinal de que o ministro vá entregar o que prometeu. Pragmático, Jair sabe que a linha de enfrentamento com o sistema só se sustenta com apoio popular. No “parlapresidencialismo” brasileiro, o presidente não pode dissolver o Congresso, mas o parlamento está sempre “afiando facas”, aguardando a popularidade do presidente derreter. Mas a regra é clara: só cai o presidente que é abandonado pelo povo. Enquanto o fanatismo ideológico afunda a economia, o pescoço esticado na guilhotina é o de Bolsonaro. Isolado, sabe que se sua popularidade despencar seu fim pode ser o mesmo de Collor e Dilma. Ele vai ficar olhando? Só parecem existir dois caminhos: o fechamento democrático – para o qual ainda lhe falta força – ou a mudança da política econômica. No projeto autoritário de poder do Capitão a economia é meio, não fim. Com um governo repleto de militares nostálgicos, ele pode trocar a atual política econômica pelo “liberalismo desenvolvimentista do Milagre Brasileiro dos Anos de Chumbo”? Entre 1969 e 1973 o Brasil cresceu, em média, mais de 10% ao ano. Os economistas divergem sobre a natureza e as conseqüências do “Milagre”. Segundo Delfim Neto, “o Milagre Brasileiro e os Anos de Chumbo foram simultâneos. Ambos reais, coexistiam negando-se. Passados mais de trinta anos, continuam negando-se. Quem acha que houve um, não acredita (ou não gosta de admitir) que houve o outro". É óbvio que vivemos num contexto macroeconômico completamente diferente, mas o que fazer com a economia derretendo e uma nova crise global batendo à nossa porta? Continuar apostando na miragem da retomada do crescimento via investimento privado com a demanda esmagada por milhões de desempregados e subempregados? Ninguém no Planalto tem consciência deste cenário? Se houver uma virada na política econômica com a injeção de 30 bi em programas habitacionais e de infraestrutura, a Faria Lima, reduto dos financistas, vai se revoltar e aderir ao “Volta Lula”? A redução da taxa de juros e os ajustes já promovidos abriram a possibilidade de se sonhar com algum espaço fiscal. Nosso mercado interno continua sendo uma alavanca potente. O casamento entre a extrema-direita e o capitalismo de estado é velho conhecido da história. Foi o “milagre” econômico do Terceiro Reich que ergueu os alicerces de Auschwitz sob aplausos do povo alemão. Consultando um renomado economista progressista sobre esta hipótese, recebi a seguinte resposta: “se Bolsonaro seguisse os programas econômicos de Hitler e Mussolini viraria mito”. Absurdo? Oremos. > Veja quais são as páginas bolsonaristas na mira da CPI das Fake News
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