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19/2/2019 | Atualizado às 15:21

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Gustavo Bebianno relatou em entrevista ao Roda Viva, dias antes de morrer de infarto, que Carlos Bolsonaro queria uma Abin paralela. Foto: Agência Brasil

Gustavo Bebianno relatou em entrevista ao Roda Viva, dias antes de morrer de infarto, que Carlos Bolsonaro queria uma Abin paralela. Foto: Agência Brasil
Brasília é o Monte Everest da política. Muitos chegam ao acampamento base, a uma altitude de 5.364 metros. Não deixa de ser um feito. Alcançar os 8.848 metros do cume é coisa para “fora de série”. Só os “super-humanos” conseguem manter-se no topo por muito tempo. Gustavo Bebianno não tem passado, perdeu o presente e o único futuro, se houver, é de homem-bomba da República. Chegou perto do pico graças ao seu faro de empreendedor. Viu um iaque selvagem subindo a montanha sozinho e resolveu apostar no animal. Circula na capital federal que o ex-ministro foi o responsável por reunir 15 milhões de argumentos para convencer Luciano Bivar a “emprestar” o PSL para o Capitão. Seu lugar no Palácio do Planalto cumpriria a suposta missão de monitorar o “payback” da empreitada. Bolsonaro já vinha revelando aos mais próximos três preocupações: a inabilidade política de Paulo Guedes, a fúria indomável de seus meninos e a “verve empreendedora” de Bebianno. Guedes se adaptou rápido à altitude estabelecendo uma parceria com Rodrigo Maia. O filho Carlos parecia um problema insolúvel. Até a Folha de S.Paulo revelar os laranjas do PSL. A queda de Bebianno pode resolver dois problemas do governo. Primeiro, retira da “Capela Sistina” um habitante devoto do Exu Caveira, a entidade das coisas materiais. É difícil construir governos imunes aos “adoradores da carne”. Mas dentro do Vaticano, não dá. Em segundo lugar, o episódio enche de argumentos os que querem ver os filhos afastados. Ao expor seu ministro, o presidente atirou no próprio pé. Ao ameaçar publicamente o Capitão, Bebianno deixou o presidente sem opção. Pior do que ser injusto é demonstrar fraqueza. Se olhasse para história recente, o presidente teria refletido antes dessa trapalhada. Dilma Rousseff se pautava pela imprensa. Uma simples nota numa revista era suficiente para ela pegar o telefone e cobrar explicações de seus ministros. É a típica ilusão-classe média da mídia como expressão da “sacro santa” opinião pública. Bolsonaro parece morder a mesma isca da petista. A Folha não atirou em Bebianno. O alvo dela é o presidente, corroer sua autoridade e governabilidade. Existem duas maneiras de enfrentar situações como essa. A mais fácil é jogar o auxiliar aos leões. Resistir aos ataques pode sempre cobrar um preço de popularidade no curto prazo. No longo prazo, sinaliza para o exército que o general é fiel à tropa e vai com ela para a guerra. Dilma escolheu o primeiro caminho. A cada nova denúncia defenestrava seus auxiliares no Jornal Nacional. Parecia dar certo. Atingiu uma popularidade impressionante. Para o povão, era a “mulher do Lula”, para a classe média, a “faxineira implacável”. Uma soma imbatível. Acabou isolada. Brasília virou um mar de ressentimento e desconfiança. Quando Cunha abriu o processo de impeachment o destino da presidenta já estava traçado. A novela da demissão deixará marcas. O sinal de instabilidade e desequilíbrio deixará o Congresso ressabiado. O custo da reforma da previdência pode ter subido. A oposição vai comemorar a queda, mas é bom não perder o foco. Três pilares sustentam o governo: o grupo militar da dupla Heleno-Mourão, o núcleo econômico de Paulo Guedes e a aliança Moro-Globo. Tirando alguns técnicos qualificados e um ou outro político experiente que ocupa posição em função de acordos pontuais, todos os outros são coadjuvantes. Estão ali para distrair a plateia enquanto o jogo principal do momento – a reforma da Previdência - é jogado. Bebianno era um destes. Chegou a ocupar um pequeno espaço em função do temperamento de Onyx. Exonerado, pode soltar a bomba que quiser. Se a reforma for aprovada, voltará para a planície e será o que sempre foi: ninguém.

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