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5/10/2014 | Atualizado 10/10/2021 às 16:41

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Dia desses ouvi de um inconformado brasileiro a crítica de que “nosso povo não sabe votar”, seguida dos exemplos do macaco Tião e do rinoceronte Cacareco, consagrados há alguns anos nas urnas do Rio de Janeiro e de São Paulo – um queria ser vereador, e o outro prefeito. Toda esta amargura me fez lembrar de Willie Bean Roscoe P. Coltrane, que no ano passado foi candidato ao cargo de prefeito de Fairhope, nos Estados Unidos. O mote central de sua campanha era o de tratar-se de um candidato com o passado limpo. Seus cabos eleitorais divulgavam, textualmente, que Willie “não tinha nenhum esqueleto no armário, pois comeu-os todos”. Comeu? É isso aí: este popular candidato era na verdade um cachorro labrador de sete anos de idade. Mas deixemos os animais para lá! Vamos às eleições para o cargo de vereador realizadas neste ano em Cave Creek, também nos Estados Unidos. Houve um empate entre dois candidatos. O que fazer? A solução, prevista em lei, foi aplicada pela Justiça: um jogo de azar! A cena foi inacreditável: um sisudo juiz, de toga, embaralhando as cartas para o jogo que iria definir qual candidato seria empossado no cargo. Não menos animadas são as eleições da Romênia. Lá tem desde candidato cujo “santinho” é um ovo de galinha com o nome dele até outros que desfilam pelas cidades a bordo de elefantes para chamar a atenção. Durante uma dessas animadas campanhas um dos candidatos ao cargo de Prefeito Municipal morreu. Pois mesmo assim ele ganhou, conseguindo 23 votos a mais que seu oponente vivo, que buscava a reeleição. Enquanto isso, na Tailândia, candidatos em busca de voto começaram a oferecer Viagra aos seus eleitores – até onde acompanhei o caso, a cotação estava em duas pílulas por voto. Já na Rússia é diferente: registrou-se farta distribuição de mochilas e garrafas de vodka aos eleitores, em troca de apoio – deve ser o “voto-pinguço”. Cansados desta degradação, os candidatos à prefeitura de Dingmei, uma pequena cidade chinesa, fizeram uma promessa solene: não comprariam votos. Terminadas as eleições, a cidade foi palco de uma inacreditável passeata pedindo a volta da corrupção eleitoral! Uma velha senhora, entrevistada por um jornal, declarou que “os moradores não estavam satisfeitos com aquela eleição limpa”, acrescentando que cada um sempre ganhava uns R$ 300 de cada candidato – e naquele ano não haviam ganhado nada! Tentando resolver este problema os legisladores do Butão, um pequeno país lá da Ásia, radicalizaram: resolveram simplesmente acabar com as campanhas políticas. Segundo eles, se não há campanha não há corrupção eleitoral. Simples assim. E assim vai girando o mundo. Ora é uma denúncia de fraude eleitoral nas eleições presidenciais norte-americanas, que até filme virou pelas mãos do cineasta Michael Moore, ora explode uma revolta popular contra o resultado das eleições no Irã. Há poucos meses, na França, discutia-se ainda a inelegibilidade de quem cometer fraude eleitoral. E, na civilizada Coréia do Sul, recentemente 134 servidores públicos foram flagrados distribuindo dinheiro e presentes a eleitores durante uma campanha política. O fato é que, diante de um mundo que ainda tem tanto por evoluir, talvez devêssemos olhar para as nossas tão achincalhadas instituições tupiniquins com um pouco mais de carinho e esperança. Mais sobre as eleições Assine a Revista Congresso em Foco
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