Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. A IFI, as perspectivas e as ameaças | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Marcus Pestana

Instituições, confiança e o exemplo que vem de cima

Marcus Pestana

Em ano de Copa, a política fiscal vai jogar por um empate

Marcus Pestana

Raul, uma estrela maior

Marcus Pestana

Sem adjetivos, sem concessões

Marcus Pestana

Regras fiscais e sustentabilidade econômica

economia

A IFI, as perspectivas e as ameaças

"A meta em 2024 é zerar o déficit. Mas a realidade caminha na direção oposta. E novas despesas estão sendo criadas e impostos, renunciados"

Marcus Pestana

Marcus Pestana

14/10/2023 | Atualizado às 8:38

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay
A Instituição Fiscal Independente (IFI) foi criada através da Resolução 42/2016 do Senado Federal. Organismos internacionais, como a OCDE e o FMI, consideram a existência de uma IFI forte elemento central na boa governança fiscal de um país. Não cabe à IFI emitir juízo de valor sobre as decisões dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Cabe a ela assegurar o rigoroso acompanhamento da dinâmica econômica. O papel central da IFI é garantir que a legislação fiscal (Constituição, Lei de Responsabilidade Fiscal, regra de ouro, arcabouço fiscal, Lei de Diretrizes Orçamentária, Lei Orçamentária Anual etc.), aprovada pelas instituições democráticas, está sendo respeitada. A partir daí, emitir alertas sobre os riscos presentes. Um levantamento do FMI aponta a existência de 51 IFIs no mundo. A primeira instituição com esse perfil nasceu na Holanda em 1945. A IFI brasileira foi inspirada sobretudo na experiência do Reino Unido e, após seis anos de existência, conquistou respeito e credibilidade. A norma fundadora da IFI prevê a sua presença semestral na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, prática interrompida pela pandemia. Na última terça-feira, sob a liderança do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), presidente da CAE, a prática foi reestabelecida e o debate, retomado. Na abertura de minha exposição na CAE chamei a atenção que hoje a questão fiscal é o centro do debate hoje. As medidas mais importantes apreciadas pelo Congresso Nacional em 2023 envolvem assuntos fiscais e orçamentários (novo arcabouço fiscal, reforma tributária, governança do Carf, pacote de impostos). Há um razoável consenso, a partir do debate teórico e da experiência prática recente, que o equilíbrio fiscal é essencial para o processo de desenvolvimento sustentado. A desorganização das finanças públicas resulta em inflação, juros altos, recessão, desemprego e aumento do endividamento, alimentando um círculo vicioso que aprisiona o crescimento econômico. Demonstramos que no Brasil a situação não é de equilíbrio. Ao contrário, de 2014 a 2023, com exceção apenas de 2022, registramos déficits operacionais. Isso sem falar na despesa com juros. Para estabilizarmos a relação entre a dívida e o PIB, teríamos que produzir superávits primários de 1,5% do PIB. Portanto, há um ajuste a ser feito. No entanto, o que a IFI observa em 2023 é a queda da arrecadação e o aumento das despesas. A retomada dos aumentos reais do salário-mínimo tem um grande impacto na previdência e nos benefícios sociais. Também foi dado aumento para os servidores acima da inflação projetada para o ano. Paralelamente, a receita do governo está caindo. O novo arcabouço fiscal propõe o ajuste não pelo corte de despesas, mas com novos impostos (fundos exclusivos e no exterior, apostas esportivas, subvenções econômicas e acordos no Carf) previstos no Orçamento de 2024. A incerteza vem de desafios que ainda têm que ser enfrentados: aprovação no Congresso, evasão da base tributária e a ameaça de judicialização. A meta em 2024 é zerar o déficit. Mas se a intenção é essa, a realidade caminha na direção oposta. E novas despesas estão sendo criadas e impostos, renunciados. Como se vê o quadro é ainda de muita incerteza e torna necessário revigorar o compromisso de todos com a responsabilidade fiscal. Outros artigos do mesmo autor
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
 
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Senado orçamento CAE contas públicas Carf déficit fiscal IFI Vanderlan Cardoso Arcabouço fiscal situação fiscal conas públicas

Temas

Economia Colunistas Coluna Congresso
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES