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Bolsonaro preso
Congresso em Foco
7/1/2026 10:47
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez duras críticas na terça-feira (6) às autoridades responsáveis pela custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao afirmar que a saúde do marido estava em risco e atribuir eventual agravamento do quadro a decisões judiciais.
Em declaração a jornalistas, Michelle disse que a situação poderia resultar em responsabilidade direta do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
"Se acontecer alguma coisa com o meu marido, é sangue nas mãos do excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes e do Gonet."
As declarações ocorreram após Michelle visitar o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, horas depois de Bolsonaro sofrer uma queda dentro da cela. Segundo ela, a família só conseguiu compreender a gravidade do episódio após atraso no acesso ao local.
"A gente não sabia até então o que, de fato, tinha acontecido com ele, pelo atraso da visita. Chegando lá, eu vi que ele estava com esse hematoma no rosto, com o pé sangrando. Estava um pouco lento nas respostas, tentei conversar, mas ele não lembrava de nada."
Ela também afirmou que Bolsonaro possui histórico de saúde que exige cuidados constantes, os quais, segundo disse, não estariam sendo assegurados na atual condição de custódia.
"Ele precisa de um enfermeiro ali dentro do quarto, ele está sendo negligenciado, ele está sendo torturado."
Em outro momento, Michelle voltou a cobrar sensibilidade das autoridades e associou o episódio a decisões judiciais recentes, mencionando diretamente Moraes e Gonet.
"Isso é fruto de um atentado. Então, a gente espera o bom senso do ministro Alexandre de Moraes, o bom senso do ministro Gonet, que já tem uma vida ceifada, que é a do Clezão. E a gente não quer que aconteça isso com o presidente."
Michelle afirmou que o marido não soube informar por quanto tempo permaneceu caído ou desacordado, o que, segundo ela, levantou preocupação com possíveis danos neurológicos.
"Ele me falou que sabe que caiu, mas não lembra, não sabe por quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou."
De acordo com a ex-primeira-dama, a cela onde o ex-presidente está detido permanece trancada durante grande parte do tempo e só é aberta nos horários de medicação, o que, na avaliação da família, dificulta a resposta a emergências médicas.
"Abriram a porta do quarto às 8h da manhã. Então, a gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado, se ele teve algum trauma, se ele teve algum dano neurológico. Essa é a nossa preocupação, se tem algum coágulo."
As críticas foram feitas no mesmo dia em que Alexandre de Moraes havia determinado que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse sobre o pedido da defesa para transferência do ex-presidente a um hospital particular, após o envio de informações complementares.
Já nesta quarta-feira (7), Moraes autorizou que Jair Bolsonaro fosse levado a uma unidade hospitalar para a realização de exames médicos. A decisão considerou tanto o pedido da defesa quanto um relatório elaborado pela Polícia Federal, que descreveu lesões superficiais decorrentes da queda e o histórico clínico do ex-presidente.
Com a autorização, Bolsonaro poderá realizar tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a data ou o local dos exames.
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