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Dez anos do processo de impeachment de Dilma: por onde andam 10 nomes

Veja o papel de dez personagens políticos na votação que abriu o processo contra Dilma, na Câmara, e o que aconteceu com cada um deles na década seguinte.

Congresso em Foco

17/4/2026 | Atualizado às 7:58

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O impeachment de Dilma Rousseff não derrubou apenas uma presidente. Ele implodiu uma coalizão, reorganizou o sistema partidário, acelerou a crise do centro político e abriu o ciclo que levaria o país à Lava Jato como força dominante, à ascensão de Jair Bolsonaro, à prisão e à volta de Lula ao Planalto e a uma década de rearranjos ainda inconclusos.

A crise ganhou forma institucional em 2 de dezembro de 2015, quando Eduardo Cunha aceitou o pedido assinado por Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior. Em 17 de abril de 2016, há exatos dez anos, a Câmara autorizou a abertura do processo por 367 votos a 137. No dia 12, os senadores aprovaram o afastamento dela do cargo. Em 31 de agosto, o Senado concluiu o julgamento e encerrou em definitivo o mandato de Dilma.

Protesto de parlamentares da oposição contra Dilma na Câmara em 2016.

Protesto de parlamentares da oposição contra Dilma na Câmara em 2016.Alex Ferreira/Câmara dos Deputados | Sattu Rodrigues | Arte Congresso em Foco

No plano formal, Cunha disse ter acolhido o pedido por razões técnicas, ligadas aos decretos de crédito suplementar e às pedaladas fiscais. No plano político, a decisão de iniciar a apreciação do pedido do processo de impeachment foi tomada ainda em dezembro pelo então presidente da Câmara no mesmo dia em que deputados do PT no Conselho de Ética sinalizaram que não o poupariam no processo que ameaçava seu mandato.

A coincidência cristalizou a leitura que o acompanharia dali em diante: a de que o presidente da Câmara transformou o impeachment também em arma de guerra contra o Planalto. Aliados de Dilma acusaram a oposição, sob a liderança de Cunha, de dar um "golpe parlamentar" na presidente.

Passados dez anos, os destinos de dez personagens daquela crise e daquela sessão histórica revelam não só o que aconteceu com eles, mas também o que aconteceu com o país. Mais abaixo, veja o papel e o que ocorreu com cada um desses atores políticos destacados pelo Congresso em Foco.


Dilma Rousseff: a presidente que saiu por uma porta e voltou por outra

Primeira mulher eleita presidente do país, Dilma foi o centro de todo o processo. Reeleita por margem estreita em 2014, chegou à sessão de 17 de abril de 2016 já sitiada por recessão, queda de popularidade e desagregação da base. Seu nome dominou a votação da Câmara, ainda que ela não estivesse no plenário.

O resultado daquele domingo selou o fracasso do governo em conter a rebelião parlamentar. No Senado, em 31 de agosto, Dilma perdeu o mandato, mas preservou os direitos políticos porque a pena de inabilitação não alcançou os dois terços necessários. Uma manobra costurada entre os então presidentes do Senado, Renan Calheiros, e do STF, Ricardo Lewandowski, que comandou a sessão final.

Dilma foi afastada do cargo em maio, após o Senado aprovar o

Dilma foi afastada do cargo em maio, após o Senado aprovar oAlan Marques/Folhapress/Arquivo

A primeira tentativa de retorno fracassou. Em 2018, a petista disputou o Senado por Minas Gerais e ficou fora das duas vagas. A volta viria por outro caminho e em outra escala. Indicada em 2023 pelo presidente Lula para a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics, Dilma renovou o mandato em 2025 e deve ficar no cargo até julho de 2030. A presidente deposta terminou a década à frente de uma instituição financeira multilateral sediada em Xangai.


Eduardo Cunha: o homem que abriu a porta e caiu logo depois

Se Dilma era o alvo, Eduardo Cunha foi o operador decisivo da fase inicial do impeachment. Como presidente da Câmara, controlava pauta, rito e tempo político. Foi ele quem acolheu o pedido em dezembro de 2015 e quem conduziu, quatro meses depois, a sessão que transformou a crise em decisão parlamentar. A noite de 17 de abril foi, em boa medida, a demonstração máxima do poder que havia acumulado dentro da Casa.

Eduardo Cunha conduziu o processo na Câmara.

Eduardo Cunha conduziu o processo na Câmara.Renato Costa/Folhapress/Arquivo

A queda veio em sequência. Em setembro de 2016, a Câmara cassou seu mandato por 450 votos a 10, sob a acusação de ter mentido à CPI da Petrobras sobre contas no exterior. Em outubro, ele foi preso pela Polícia Federal por ordem de Sergio Moro. Em abril de 2021, o TRF-4 revogou sua prisão preventiva. Em 2023, o STF anulou uma de suas condenações e remeteu o caso à Justiça Eleitoral. Em 2024, Dias Toffoli rejeitou o pedido para encerrar todos os procedimentos penais derivados da Lava Jato.

Depois de fracassar na tentativa de voltar à Câmara por São Paulo em 2022, Cunha confirmou em abril de 2026 que tentará uma vaga de deputado federal por Minas Gerais, no Republicanos. O homem que abriu a porta do impeachment perdeu mandato, poder e liberdade. Chega aos dez anos tentando voltar ao lugar de onde caiu.


Michel Temer: o vice que virou a solução do sistema

Michel Temer foi mais do que o beneficiário do impeachment. Vice-presidente, chefe do PMDB e fiador de uma ampla rede congressual, tornou-se a saída institucional para uma crise que já havia consumido a relação entre Dilma e sua base. Na sessão da Câmara, ele não era personagem de Plenário, mas era a figura silenciosa por trás de cada voto: o vice que assumiria se o processo prosperasse.

Temer deixou de ser presidente interino em 31 de agosto de 2016.

Temer deixou de ser presidente interino em 31 de agosto de 2016.Allan Marques/Folhapress/Arquivo

No Planalto, entregou ao mercado e ao centro político o programa de ajuste sintetizado em "Uma Ponte para o Futuro", com teto de gastos e reforma trabalhista, mas nunca desfrutou de popularidade nas ruas. Em 2019, foi preso brevemente duas vezes em desdobramentos da Lava Jato e acabou solto por decisão do STJ.

Hoje, segue ativo nos bastidores, entre advocacia, consultoria e entrevistas sobre o cenário político. Em 2025, já dizia não ter disposição para disputar a Presidência em 2026. Saiu do cargo impopular, mas preservou uma capacidade rara de circulação no andar de cima da política brasileira.


Romero Jucá: o articulador da transição que caiu com um áudio

Romero Jucá não votou na sessão da Câmara porque era senador, mas foi um dos personagens mais importantes do bastidor da queda de Dilma. Como articulador central do PMDB (hoje MDB), ajudou a costurar o desembarque do partido do governo e a preparar a transição para Temer. Sua relevância apareceu com nitidez no início da nova administração: ele foi nomeado ministro do Planejamento, um dos postos-chave do governo interino.

Romero Jucá teve passagem relâmpago pelo governo Temer; caiu após vazamento de áudio.

Romero Jucá teve passagem relâmpago pelo governo Temer; caiu após vazamento de áudio.Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A passagem foi relâmpago. Em maio de 2016, veio a público o áudio da conversa dele com o ex-senador Sérgio Machado em que Jucá falava em "estancar a sangria" da Lava Jato, "com o Supremo, com tudo".

"Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria."

Na mesma conversa gravada com Sérgio Machado, aparece o trecho mais conhecido:

"Tem que ser um governo nacional, uma grande coalizão, com o Supremo, com tudo."

Ele deixou o cargo no dia seguinte à divulgação e se transformou num dos símbolos mais claros do lado subterrâneo daquela crise: a transição de poder associada ao esforço de proteção de um sistema político sob cerco. Em 2018, perdeu a reeleição ao Senado em Roraima. Agora, tenta voltar por outra porta. No início de abril de 2026, confirmou pré-candidatura a deputado federal pelo MDB no Estado.


Janaína Paschoal: a autora da denúncia que virou deputada

Professora de Direito da USP, Janaína foi um dos rostos mais visíveis do pedido de impeachment. Ao lado dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, assinou a peça acolhida por Cunha e ajudou a transformar uma denúncia jurídica em instrumento político de grande repercussão. Se Bicudo oferecia o simbolismo por ter sido parlamentar e fundador do PT, e Reale o peso técnico da tradição jurídica, Janaína deu à acusação sua face mais combativa e mais reconhecível. Na sessão da Câmara, os deputados votavam sobre uma peça que ela ajudara a escrever, sustentar e popularizar.

Janaína Paschoal virou deputada estadual e vereadora depois de ter se tornado nacionalmente conhecida como coautora do pedido de impeachment.

Janaína Paschoal virou deputada estadual e vereadora depois de ter se tornado nacionalmente conhecida como coautora do pedido de impeachment.Pedro França/Agência Senado

Entre os autores do pedido, foi a que mais soube converter o impeachment em capital político próprio. Em 2018, apoiou Jair Bolsonaro, foi cotada para vice e acabou eleita deputada estadual em São Paulo com votação recorde. A relação, porém, nunca foi linear. Em 2020, defendeu a renúncia do então presidente.

Sem se reeleger em 2022, conquistou uma vaga de vereadora em São Paulo para o mandato iniciado em 2025 e passou a tentar conciliar a atividade parlamentar com a docência. Permaneceu na direita, mas num lugar próprio, distante do PT e também do bolsonarismo puro. A autora da denúncia continuou na política, mas sem se deixar absorver inteiramente pelo campo que ajudou a fortalecer.


Miguel Reale Júnior: o autor do pedido de impeachment que virou eleitor de Lula

Ex-ministro da Justiça e professor aposentado da USP, Miguel Reale Júnior foi um dos três signatários do pedido acolhido por Cunha. Se Janaína ofereceu a face mais pública da denúncia, Reale deu à acusação seu lastro técnico e institucional. Coube a ele, em larga medida, ajudar a formular a ponte jurídica que permitiu ao impeachment sair do terreno da crise política e entrar no rito legislativo.

Miguel Reale Júnior, o coautor do impeachment que não aderiu ao bolsonarimo.

Miguel Reale Júnior, o coautor do impeachment que não aderiu ao bolsonarimo.Jefferson Rudy/Agência Senado

Dez anos depois, ele mantém intacta a defesa do processo. Em 2024, afirmou que, sem o afastamento de Dilma, a "derrocada do PT seria maior". Em 2025, voltou a dizer que o Brasil estava "na lona" naquele momento. Sua trajetória posterior, porém, não se confunde com adesão automática ao campo que se beneficiou da crise. Em 2022, declarou voto em Lula no primeiro turno para barrar Bolsonaro.

Em 2025, passou a rejeitar anistia ao ex-presidente e a defender responsabilização pelos ataques à democracia. Continuou ativo como advogado criminalista e referência no debate jurídico, mas terminou a década num lugar politicamente mais complexo do que o rótulo de "autor do impeachment" costuma sugerir: o jurista que ajudou a derrubar Dilma, mas que depois viu no bolsonarismo um risco maior do que o petismo que combateu.


Sergio Moro: o juiz que ajudou a moldar o ambiente da crise

Sergio Moro não votou, não relatou e não presidiu a sessão da Câmara. Ainda assim, poucos personagens foram tão importantes para o ambiente político que cercou o impeachment. Como juiz da Lava Jato, ajudou a consolidar a associação entre PT, corrupção e crise sistêmica. O impeachment não nasceu da operação, mas a Lava Jato foi parte decisiva do terreno em que ele prosperou. Na época, nas manifestações de rua, Moro era celebrado como herói e o último bastião contra a corrupção.

Moro: de juiz a ministro e senador ligado a Bolsonaro.

Moro: de juiz a ministro e senador ligado a Bolsonaro.Waldemir Barreto/Agência Senado

Esse papel ficou ainda mais visível em março de 2016, quando Dilma tentou levar Lula para a Casa Civil para reorganizar a articulação do governo. Foi Moro quem divulgou os áudios das conversas interceptadas entre Lula e Dilma, produzindo uma convulsão política às vésperas da votação na Câmara.

Depois, o STF reconheceu sua parcialidade na condenação de Lula. Nos anos seguintes, Moro atravessou explicitamente a fronteira entre Judiciário e política: foi ministro da Justiça de Bolsonaro, rompeu com ele, acusando o então presidente de tentar interferir indevidamente na Polícia Federal. Depois de ensaiar uma candidatura presidencial, elegeu-se senador pelo Paraná e, em março de 2026, dando contornos finais à sua reconciliação com Bolsonaro, filiou-se ao PL para disputar o governo do Estado. O juiz que ajudou a moldar o ambiente da queda de Dilma terminou convertido em ator direto da política que dizia apenas investigar.


Lula: o bombeiro de Dilma que foi do inferno ao céu

Naquele primeiro semestre de 2016, Lula era o principal recurso político de Dilma para tentar conter a implosão do governo. Sua nomeação para a Casa Civil foi a cartada mais clara do Planalto para reorganizar a base, retomar a articulação com o Congresso e impedir que a sessão da Câmara se transformasse em sentença. A operação desmoronou quando os grampos divulgados por Moro incendiaram o ambiente político e aprofundaram a percepção de desespero no governo. Na noite de 17 de abril, Lula não estava no Plenário, mas estava no centro da batalha.

Lula na articulação política era esperança de Dilma para escapar do processo de impeachment.

Lula na articulação política era esperança de Dilma para escapar do processo de impeachment.Ricardo Stuckert/PR

Dois anos depois, Lula se tornaria a principal vítima política da engrenagem judicial daquele período. Foi preso em abril de 2018, teve a parcialidade de Moro reconhecida pelo STF em 2021 e reconstruiu a elegibilidade.

Em 2022, venceu a eleição presidencial e tomou posse em janeiro de 2023, tornando-se o primeiro presidente eleito para um terceiro mandato no país. Se o impeachment abriu um longo inverno para o PT, foi Lula quem conseguiu fechá-lo. Aos 80 anos, tenta agora, em um cenário ainda cheio de incertezas, conquistar o quarto mandato presidencial.


Cardozo: a defesa jurídica de Dilma na crise do impeachment

Ex-deputado e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo foi a principal voz técnico-política da defesa de Dilma. Como advogado-geral da União e, depois, defensor da presidente no Senado, sustentou a tese de que não havia crime de responsabilidade e de que o impeachment era uma resposta política sem base jurídica suficiente.

José Eduardo Cardozo foi ministro e advogado de Dilma.

José Eduardo Cardozo foi ministro e advogado de Dilma.Bruno Santos/Folhapress

No dia 15, na sessão de debates que se estendeu por dois dias até a votação, discursou como o homem encarregado de dar coerência jurídica à defesa de um governo que já perdia a batalha da correlação de forças. Mais do que convencer adversários, sua tarefa era registrar, para a história e para o julgamento posterior, que havia uma narrativa institucional de resistência à queda da presidente.

Ao contrário de outros personagens da crise, Cardozo não transformou aquele episódio em projeto eleitoral. Voltou à advocacia, consolidou-se como sócio de escritório em Brasília e manteve presença no debate público como jurista e comentarista, sobretudo na CNN Brasil. Saiu da linha de frente partidária, mas preservou influência num outro registro: o do intérprete técnico de uma crise que, para ele, jamais deixou de ter sido antes de tudo uma ruptura política travestida de legalidade.


Jair Bolsonaro: o deputado que capturou o sentido daquela sessão

Na noite do impeachment, Bolsonaro ainda era um deputado do chamado baixo clero. Não comandava o rito, não liderava a oposição e não integrava o núcleo que havia desenhado a operação parlamentar. Ou seja, não tinha qualquer protagonismo. Mas foi um dos que mais bem perceberam o potencial simbólico daquela votação. Seu voto em homenagem ao coronel Brilhante Ustra, reconhecido como um dos torturadores de Dilma na ditadura militar, condensou em segundos a retórica que o projetaria nacionalmente: antipetismo radical, exaltação da ditadura e confronto sem mediações. Bolsonaro não foi central para aprovar o impeachment. Foi central para capturar o sentido político daquele momento.

Bolsonaro: da Câmara para o Planalto; de lá, para a prisão.

Bolsonaro: da Câmara para o Planalto; de lá, para a prisão.Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A operação funcionou. Em 2018, venceu a eleição presidencial e ocupou o espaço deixado pelo colapso do PSDB como principal polo anti-PT. Concluiu um mandato marcado pela pandemia e por polêmicas. Acabou derrotado por Lula em 2022. No ano seguinte, o TSE o tornou inelegível por oito anos. Em setembro de 2025, a 1ª Turma do STF o condenou a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O deputado que usou a sessão de 17 de abril como vitrine terminou a década fora da disputa presidencial e condenado pelo tribunal que julgou a trama contra a democracia. Preso desde novembro de 2025, em prisão domiciliar, no sistema penitenciário e recentemente de volta à sua residência, ainda é importante peça política. É pai e fiador da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Flávio aparece em disputa acirrada com Lula nas pesquisas.


O que restou da sessão que mudou o país

Relidos dez anos depois, esses personagens mostram que o impeachment não foi um episódio isolado, mas o começo de um rearranjo profundo. Dilma caiu e voltou por fora do sistema político brasileiro. Temer assumiu o Planalto e conheceu a ressaca judicial. Cunha abriu o processo e perdeu mandato e liberdade. Jucá articulou a transição, caiu com um áudio e agora tenta voltar. Moro saiu da toga para a política. Lula foi preso e voltou à Presidência. Bolsonaro transformou a ruptura em projeto de poder e terminou inelegível e condenado.

Bruno Araújo, o deputado do PSDB de Pernambuco que deu o voto que consolidou a aprovação do pedido de impeachment, foi carregado pelos colegas no Plenário.

Bruno Araújo, o deputado do PSDB de Pernambuco que deu o voto que consolidou a aprovação do pedido de impeachment, foi carregado pelos colegas no Plenário.Renato Costa/Folhapress/Arquivo

Entre 2022 e 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) encerraram os processos e ações de improbidade relacionados às "pedaladas fiscais" contra Dilma e ex-ministros de seu governo. Todos foram absolvidos. Nas decisões, os órgãos concluíram que não houve dolo nem dano ao erário que justificassem condenação dos gestores.

Poucas sessões da Câmara alteraram tanto o destino de tantos personagens de uma vez.

Poucas sessões da Câmara alteraram o destino de tantos personagens de uma vez como aquela de 17 de abril de 2016. Naquele domingo o país não viu apenas a abertura de um processo contra uma presidente. Viu, ainda sem saber, o começo de uma década em que vários daqueles que protagonizaram a derrubada de Dilma seriam, mais cedo ou mais tarde, engolidos pela mesma crise que colocaram em movimento.

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