O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que a CPI proposta pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) tem foco "muito vago" e, por isso, não deve ser levada adiante pelo Congresso.
"Tem de ter fato determinado. Vai fazer CPI para investigar o quê?", questionou Bernardo, em entrevista à Agência Estado.
O pefelista apresentou requerimento ontem à Mesa do Senado com 34 assinaturas para a criação de uma comissão de inquérito para investigar a liberação, com intenções políticas, de emendas ao orçamento. A idéia é apurar se o governo utiliza os recursos como moeda de troca para conseguir apoio dos parlamentares.
Para o ministro, o Congresso tem o direito de fazer CPIs e o governo já mostrou que não fica paralisado por conta delas. Mas defendeu a gestão do Orçamento realizada pelo governo.
"Os investimentos que o governo faz são registrados contabilmente e, até onde eu sei, não há nenhuma contestação, nossas contas são completamente colocadas à disposição, tanto no site do governo como nos sites que trabalham de maneira independente", afirmou.
Questionado se o governo teria elevado a contabilização de investimentos por meio de liquidação de obras não realizadas, como apontam análises, Bernardo afirmou que esse seria um fato grave. "A liquidação é a entrega do serviço ou a execução da obra e do serviço. Alguém liquidar uma coisa que não foi feita seria muito grave" afirmou.