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Relatório de Garibaldi desagrada governo e oposição

Congresso em Foco

8/6/2006 | Atualizado às 19:52

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O relatório final da CPI dos Bingos, apresentado nesta quinta-feira pelo senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), não agradou à oposição nem ao governo e corre o risco de ser derrubado pelos parlamentares no próximo dia 20. O texto, com mais de 1.400 páginas, sugere o indiciamento de 83 pessoas, entre elas o ex-ministro Antonio Palocci.

A oposição admite que pode sair derrotada na votação, enquanto os governistas reafirmam a pretensão de votar contra o texto de Garibaldi e apoiar um texto alternativo, do senador Magno Malta (PL-ES). Esse parecer retira todos os pontos do relatório original que não tratam de bingos, o foco original da comissão. A manobra pode fazer a CPI terminar sem relatório.

"Estou vendo que ninguém ficou muito satisfeito com o meu relatório", afirmou o relator. A oposição chiou porque queria o indiciamento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho. Os parlamentares acusam os dois de envolvimento na morte do prefeito de Santo André Celso Daniel.

"Se eu fosse o relator, teria pedido o indiciamento do ex-deputado José Dirceu e de Gilberto Carvalho, mas eu respeito a posição do senador", afirmou o presidente da Comissão, Efraim Morais (PFL-PB), também da ala oposicionista.

O relator disse não estar preocupado com a reação ao seu texto, mas afirmou não ter gostado das críticas à falta de Dirceu e Gilberto Carvalho nas páginas do calhamaço. "Eu não estou preocupado com isso. Eu estou preocupado com a idéia de que eu não teria a autonomia para fazer o relatório como deveria ser feito", rebateu.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) deve apresentar um voto em separado para incluir os dois petistas entre os indiciados. O não indiciamento de Dirceu e Carvalho acabou colidindo com o conteúdo do relatório, que aponta envolvimento dos dois no suposto desvio de recursos da prefeitura de Santo André para o PT. Em meio a tanta pressão, Garibaldi desabafou: "Não queria que terminasse assim", disse com os olhos marejados.

O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), afirmou ter ficado frustrado pelo fato de o relator deixar de fora do texto as tentativas, em vão, de investigar o sigilo bancário do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. O senador petista Tião Viana (AC), por sua vez, disse que o relatório "atingiu a honra de inocentes" como Antonio Palocci e Okamotto.

O relatório é duro ao falar de um possível abastecimento da campanha presidencial de Lula em 2002 por empresários de bingo. O texto cita reunião que teria ocorrido entre empresários do setor com Palocci e o ex-assessor parlamentar da Casa Civil Waldomiro Diniz.

Há outras duas referências a Lula texto. Uma delas fala do empréstimo de R$ 29,5 mil feito pelo presidente junto ao PT, pago por Okamotto. Em outro trecho, o relator menciona o caso do ex-petista Paulo de Tarso, que disse ter avisado Lula sobre esquemas de corrupção montados em prefeituras do PT.
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