Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. O jogo duro do governo

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

O jogo duro do governo

Congresso em Foco

28/9/2005 | Atualizado às 11:45

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Empenhado em não repetir a derrota de fevereiro, o governo fez de tudo para tentar eleger hoje o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) presidente da Câmara. Liberou verbas, negociou ministérios, estimulou a pulverização das candidaturas para dividir os votos do chamado baixo clero - aquele grupo de deputados tradicionalmente sem grande expressão política, mas que age silenciosamente nos bastidores do Congresso - e sinalizou mudanças casuísticas nas regras das eleições gerais de 2006.

Por tudo isso, a sucessão de Severino Cavalcanti (PP-PE) oferece doses ainda maiores de nervosismo e surpresa do que a disputa que submeteu o governo ao vexame inédito de, com dois candidatos de seu partido, perder o comando da Casa. Ao contrário do que ocorreu na eleição anterior, desta vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se envolveu diretamente nas negociações.

Cofre aberto
Lula pediu empenho aos ministros em favor da candidatura oficial de Aldo Rebelo e convenceu o candidato Luiz Antonio Fleury (PTB-SP) a desistir do acordo feito na véspera com Ciro Nogueira (PP-PI) e João Caldas (PL-AL). Os três haviam decidido fechar questão em torno do nome que se apresentasse mais forte na véspera da disputa. Sinalizou com a liberação de R$ 1 bilhão para o Ministério dos Transportes, em troca do apoio do PL ao comunista e alimentou ainda a esperança dos liberais em ter mais um ministério. Com isso, acabou recebendo à noite o apoio oficial do PL, partido cuja bancada tem 47 deputados, à candidatura de Aldo (leia mais).

Ao fim do dia, o governo parecia ter, enfim, revertido um quadro que se apresentara até então desolador: a possibilidade de ver o seu candidato fora do segundo turno, num eventual confronto entre Ciro, herdeiro político de Severino, e Thomaz Nonô, ex-líder da oposição na Câmara. Mas como o voto é secreto e nem sempre resiste à vontade da traição, ninguém se arrisca a cravar quem será o novo presidente da Casa, personagem que tem poder, inclusive, para dar início à abertura do processo de impeachment de Lula.  

Oposição se une
A oposição também se mexeu e garantiu o apoio de ex-aliados do PT: o PPS, o PDT e o PV. Com o apoio oficial ainda do PFL, do PSDB e do Prona, a candidatura de Thomaz Nonô (PFL-AL) ganhou novo fôlego nas últimas horas. As discussões com o presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), estão adiantadas para uma eventual aliança no segundo turno. Em meio ao racha da bancada peemedebista, que se divide entre o seu nome e o de Aldo, Temer pode desistir da disputa esta manhã e declarar apoio ao pefelista.

Voto a voto
Nesse roteiro nada previsível, até mesmo os analistas políticos têm optado pela cautela. Os únicos que se arriscam a fazer prognósticos são os próprios coordenadores das campanhas. O Palácio do Planalto aposta que Aldo chegará ao segundo turno com algo em torno de 180 a 200 votos.

A oposição, por sua vez, acredita que Nonô terá entre 120 e 145 votos. Ainda confiante no racha do PL e no poder político de Severino, Ciro conta ter o apoio de 150 deputados. O ex-presidente da Câmara fez do apartamento funcional que continua a ocupar em Brasília um quartel-general da candidatura de seu afilhado político. "Vou estar no segundo turno. Minha conversa com o Lula é para depois da eleição", esnobou Ciro.

O avanço político e eleitoral do corregedor-geral preocupa o governo, que teme ver se repetir o filme que transformou em presidente da Câmara o auto-intitulado "rei do baixo clero". Desarticulado, o Planalto assistiu em fevereiro à canalização dos votos oposicionistas e da base aliada insatisfeita com a indicação do candidato oficial Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para Severino.

Quadro indefinido
Ao todo, dez candidatos se registraram à disputa pela sucessão da Câmara. A votação começa às 10h, deve se arrastar até o início da madrugada, quando está prevista a divulgação do resultado final. Os candidatos podem desistir da disputa até as 9h. Diante da pressão de seus partidos, pelo menos dois deles sinalizaram ontem à noite com essa saída: João Caldas (PL-AL) e Francisco Dornelles (PP-RJ). Veja aqui um breve perfil dos deputados que disputam o terceiro cargo mais importante da República.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Temas

Reportagem

LEIA MAIS

Justiça

Damares é condenada a indenizar professora por vídeo postado em redes sociais

Senado

Governo deve perder controle de quatro comissões no Senado

LEI DA FICHA LIMPA

Bolsonaristas articulam mudança na Ficha Limpa para tornar Bolsonaro elegível

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
1

Regularização Fundiária

Câmara aprova prorrogação do prazo para regularizar imóveis rurais

2

MEMÓRIAS DA DITADURA

46 anos da Lei da Anistia: sessão do Congresso teve vaias e socos

3

JUDICIÁRIO

Anistia a réus de 8 de janeiro tende a ser derrubada no STF, entenda

4

VÍDEO

Rubinho Nunes ameaça dar voz de prisão a youtuber durante CPI

5

Judiciário

Suspensão de leis estaduais e planos de saúde estão na pauta do STF

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES