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CÂMARA

Relator no Conselho de Ética pede cassação de Glauber Braga

Para o relator, Glauber reagiu "de forma desproporcional" às provocações de militante do MBL que expulsou aos chutes da Câmara.

Congresso em Foco

2/4/2025 | Atualizado às 16:52

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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados viveu mais um capítulo tenso no processo que investiga a conduta do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). Nesta quarta-feira (2), o relator do caso, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), apresentou parecer favorável à cassação do mandato de Glauber por quebra de decoro parlamentar, reacendendo a polêmica em torno da agressão ao militante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro, ocorrida em abril do ano passado.

A reunião foi marcada por discussões acaloradas, manifestações e acusações mútuas, culminando no adiamento da votação para a próxima reunião do colegiado, após pedido de vista do deputado Chico Alencar (Psol-RJ).

Em seu relatório, Paulo Magalhães considerou que a reação de Glauber Braga foi "totalmente desproporcional e, portanto, injustificada" diante das provocações de Costenaro. Para o relator, a expulsão do militante das dependências da Câmara, com empurrões e chutes, configurou quebra de decoro parlamentar e extrapolou os limites da legítima defesa. "Cabe frisar que as agressões físicas e verbais praticadas pelo representado [...] não só maculam a integridade física e moral dos envolvidos, mas também atingem a honra e dignidade deste Parlamento e de seus membros", alegou Magalhães.

Glauber alega legítima defesa

Glauber alega legítima defesaRenato Araujo/Agência Câmara

Glauber se defende e acusa Lira de interferência

Após a leitura do parecer do relator, Glauber Braga utilizou seu tempo de defesa para reiterar sua versão dos fatos e lançar duras críticas ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). O deputado do Psol alegou que sua reação foi em defesa da honra de sua mãe, Saudade Braga, que estava internada à época e faleceu pouco tempo depois. "A defesa da honra de minha mãe era, pra mim, uma obrigação de vida", enfatizou.

Glauber Braga afirmou que o relatório de Paulo Magalhães já estava "comprado" e que teria sido escrito por Arthur Lira, apontando uma retaliação política devido às suas críticas à gestão de Lira e ao esquema do orçamento secreto. "Quem escreveu o seu relatório foi o senhor Arthur Lira. E, hoje, mais do que dizer, eu vou provar, eu vou trazer elementos objetivos que demonstram que o seu relatório já estava comprado, previamente comprado", disparou o deputado.

Sessão tumultuada com gritos e ameaças

A leitura do parecer de Paulo Magalhães foi constantemente interrompida por manifestantes pró-Glauber, que compareceram em grande número ao Conselho de Ética. Os apoiadores do deputado entoaram palavras de ordem contra o relator, chamando-o de "capacho" de Arthur Lira. Em um momento de maior exaltação, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), esposa de Glauber, interrompeu a leitura do voto final, chamando o relator de "desgraçado".

O clima tenso levou o presidente do Conselho de Ética, deputado Leur Lomanto Jr. (União-BA), a ameaçar a expulsão dos presentes caso as interrupções persistissem. Em meio aos gritos de "Glauber fica", o próprio deputado do Psol interveio, pedindo calma aos seus apoiadores.

Próximos passos e a longa jornada até a cassação

Apesar do parecer do relator pela cassação, o processo ainda tem um caminho a percorrer. Após o pedido de vista de Chico Alencar, a matéria deverá ser novamente pautada no Conselho de Ética para votação. Caso a maioria dos membros do colegiado vote a favor da cassação, o caso será remetido ao plenário da Câmara.

Para que Glauber Braga perca efetivamente o mandato, são necessários os votos de, no mínimo, 257 dos 513 deputados em votação aberta. A defesa de Glauber aposta na reversão da decisão no Conselho de Ética e, caso não obtenha sucesso, tentará mobilizar apoio no plenário para evitar a cassação.

Veja como foi a reunião:

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Glauber Braga conselho de ética Paulo Magalhães

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