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Eleições partidárias
Congresso em Foco
7/7/2025 19:20
O ex-prefeito de Araraquara (SP) Edinho Silva foi eleito o novo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). O senador Humberto Costa (PT-PE), presidente interino do partido, anunciou a vitória de Edinho nesta segunda-feira (7), antes mesmo do fim da apuração, diante da ampla vantagem superior a 60% dos votos. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Dilma era o favorito no pleito e fazia parte da corrente CNB - Construindo um Novo Brasil, grupo apoiado por Lula dentro do partido.
O Processo de Eleição Direta (PED), as eleições diretas do partido, renova a presidência dos diretórios municipais, estaduais e nacional do PT. Os representantes eleitos terão mandato de quatro anos. Quase 3 milhões de filiados ao PT estavam aptos para ir às urnas e definir o futuro do partido.
Além dele, também disputaram o cargo o secretário de Relações Internacionais do PT, Romênio Pereira, o deputado federal Rui Falcão (SP) e o dirigente do partido Valter Pomar. O trio representa, respectivamente, as seguintes chapas: Movimento PT, Novo Rumo e Articulação de Esquerda.
Presidência interina
Desde março, o senador Humberto Costa (PT-PE) assumiu a presidência interina do partido após a então deputada e presidente do partido, Gleisi Hoffmann, aceitar o convite para se tornar ministra da Secretaria de Relações Institucionais.
Pelas regras do PT, filiados não podem ocupar simultaneamente cargos no governo e na direção partidária. Humberto era vice-presidente da sigla, indicado pelo campo majoritário Construindo um Novo Brasil (CNB).
Quem é Edinho Silva
Além de prefeito de Araraquara, Edinho Silva também foi deputado estadual de São Paulo. Nas eleições era o candidato oficial da corrente CNB, a maior e mais influente do partido, da qual Lula também faz parte. Aos 59 anos, ele substitui Gleisi Hoffmann após quase dez anos de gestão à frente do partido.
Edinho viajou pelo país em campanha, o que motivou questionamentos públicos sobre o financiamento dessas atividades, como os feitos por Valter Pomar. Mesmo dentro da CNB, havia resistências à candidatura, como revelado em um encontro com Lula e Gleisi Hoffmann. A estratégia de Edinho foi atrair apoio de setores mais ao centro do partido para garantir uma vitória já no primeiro turno.
Os críticos da candidatura dele alegavam que Edinho é moderado demais. Em entrevista à revista Veja, no ano passado, ele disse que o PT precisa ser mais humilde e defendeu que o partido trabalhe contra a polarização política com os bolsonaristas. Já os apoiadores do ex-prefeito ressaltam que ele é um político com boa capacidade de diálogo além das fronteiras do PT.
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