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Relações Exteriores
Congresso em Foco
5/1/2026 18:00
Em sessão de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a subsecretária-geral para assuntos políticos e de construção da paz da ONU, Rosemery DiCarlo, discordou da ação militar realizada pelos Estados Unidos contra a Venezuela e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro. "Estou profundamente preocupada que as leis do direito internacional não foram respeitadas na ação militar do dia 3 de janeiro", afirmou nesta segunda-feira (5).
"Isso pressupõe total respeito aos direitos humanos, o respeito à lei, e à soberania do povo venezuelano. Eu também apelo para que os países vizinhos da Venezuela e a comunidade internacional atuem no espírito de solidariedade e de obediência às leis que promovem a coexistência pacífica."
Segundo a representada da ONU, o uso da força contra a integridade territorial e a independência política de qualquer Estado é inaceitável. DiCarlo defendeu que a manutenção da paz mundial depende do compromisso de todos os Estados-membros. "Em situações confusas e complexas como essa que enfrentamos agora, é importante mantermos os princípios de respeito à Carta da ONU e a todos os mecanismos de manutenção da paz e segurança mundiais", declarou.
A subsecretária-geral reiterou a importância de respeitar a soberania, a independência política e a integridade territorial. "A proibição do uso da força e o império da lei devem prevalecer. Leis internacionais contêm ferramentas para lidar com questões como tráfico internacional de drogas, disputas sobre recursos naturais, e violações de direitos humanos. Esse é o caminho que precisamos tomar", concluiu.
Invasão
No sábado (3), explosões foram registradas em diferentes áreas de Caracas, capital da Venezuela. Durante a operação militar dos Estados Unidos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram detidos por forças norte-americanas e levados para Nova York.
A ação representa mais um episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última invasão militar ocorreu em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusação de envolvimento com o narcotráfico.
Assim como no caso de Noriega, Washington acusa Maduro de chefiar um suposto cartel conhecido como "Los Soles", sem apresentar provas públicas. O governo Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano.
Críticos da operação afirmam que a ofensiva atende a interesses geopolíticos, com o objetivo de afastar a Venezuela de aliados estratégicos como China e Rússia e ampliar a influência norte-americana sobre o petróleo do país, que detém as maiores reservas comprovadas do mundo.
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