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Crise diplomática

Gustavo Petro reage à ofensiva de Trump: "Pare de me caluniar"

Presidente colombiano negou vínculo com narcotráfico e respondeu a falas de Donald Trump.

Congresso em Foco

5/1/2026 10:35

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu nesta segunda-feira (5) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o acusou de ligação com o narcotráfico e sugeriu uma possível intervenção militar no país.

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As manifestações de Trump ocorreram após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em Caracas no último fim de semana, que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Falas de Petro ocorreram após ofensiva americana na Venezuela.

Falas de Petro ocorreram após ofensiva americana na Venezuela.Marcelo Fonseca/Folhapress

No sábado (3), forças norte-americanas atingiram alvos militares na capital da Venezuela em uma ação surpresa que retirou Maduro do poder. No dia seguinte, em entrevista concedida a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que a Colômbia seria governada por "um homem doente, que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos".

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Petro rebateu as acusações e afirmou que não responde a nenhum processo judicial relacionado ao narcotráfico. Em publicação na rede social X (ex-Twitter), o presidente colombiano escreveu:

"Pare de me caluniar, senhor Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que emergiu da luta armada e, posteriormente, da luta do povo colombiano pela paz."

O chefe de Estado também destacou sua atuação no combate ao tráfico de drogas ao longo da carreira política, especialmente durante o período em que exerceu mandato no Senado.

"Não lê a história da Colômbia; por isso, erra quando nos critica."

Na mesma sequência de manifestações, Petro ampliou as críticas ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ao questionar a interpretação feita por autoridades dos EUA sobre a estrutura institucional colombiana.

"Quanto ao Sr. Rubio, que separa as autoridades do presidente e afirma que o presidente não quer cooperar, enquanto as autoridades cooperam, eu o inventivo a ler a Constituição colombiana, pois suas informações estão completamente erradas."

Leia a íntegra da nota de Gustavo Petro:

"Hoje verificarei se as palavras de Trump em inglês correspondem ao que tem sido divulgado pela imprensa nacional. Portanto, responderei posteriormente, após compreender o real significado da ameaça ilegítima feita por Trump.

Quanto ao senhor Rubio, que dissocia as autoridades do presidente e afirma que o presidente não deseja cooperar enquanto as autoridades cooperam, solicito que leia a Constituição da Colômbia, pois suas informações estão completamente equivocadas. Elas são fruto de interesses de políticos colombianos com vínculos familiares ou comerciais com a máfia, que buscam a ruptura das relações entre os Estados Unidos e a Colômbia para que o narcotráfico de cocaína se intensifique em escala global.

Ordenei a retirada de vários coronéis da área de inteligência da polícia por estarem fornecendo informações falsas contra o Estado. Não permitamos que o senhor Rubio acredite nessas falácias.

O presidente da Colômbia é o comandante supremo das Forças Armadas e da Polícia Nacional por determinação constitucional — uma Constituição promulgada há 34 anos, elaborada após meu movimento depor as armas da insurgência e firmar um pacto para a construção de uma nova Carta Magna por meio da eleição popular da Assembleia Nacional Constituinte.

Meu movimento, o M-19, anteriormente insurgente, obteve a maior votação relativa na eleição dos constituintes escolhidos pelo povo. Foi nossa primeira vitória eleitoral. Juntamente com outras forças políticas, e respeitando o pluralismo e a diversidade, firmamos um pacto que resultou na nova Constituição da Colômbia, concebida para edificar um Estado Social de Direito voltado à garantia dos direitos fundamentais e universais da população.

Na condição de comandante supremo das Forças Armadas, e sempre amparado pela Constituição, determinei a maior apreensão de cocaína da história mundial, interrompi a expansão dos cultivos de folha de coca e dei início a um amplo programa de substituição voluntária de culturas conduzido pelos próprios agricultores. O processo já alcança 30 mil hectares de coca e constitui minha principal prioridade como política pública; sou eu quem dirige pessoalmente essa iniciativa.

Sob minhas ordens, foi retomada a região de El Plateado, em Cauca, conhecida como a "Wall Street" da cocaína, cuja expansão havia sido tolerada por governos anteriores. Autorizei bombardeios em estrita observância às normas do direito internacional humanitário, resultando na captura e neutralização de líderes de alto escalão de grupos armados subordinados ao narcotráfico. A tática desses grupos consiste em recrutar menores de idade para impedir que seus chefes sejam alvejados.

Se bombardearem qualquer um desses grupos sem inteligência suficiente, muitas crianças serão mortas.

Se bombardearem camponeses, eles se transformarão em milhares de guerrilheiros nas montanhas.

E se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça-pintada popular.

A partir de agora, todos os soldados da Colômbia têm uma ordem: qualquer comandante da força pública que prefira a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia será imediatamente afastado da instituição, por determinação da tropa e minha. A Constituição determina que as Forças Armadas defendam a soberania popular.

Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei jamais voltar a empunhar armas após o Acordo de Paz de 1989, mas, pelo bem da Pátria, voltarei a pegar em armas — armas que não desejo.

Não sou ilegítimo, nem narcotraficante. Meu único patrimônio é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos. Ninguém conseguiu demonstrar que eu tenha gasto além do que cautelosamente recebo. Não sou ganancioso.

Tenho profunda confiança no meu povo e, por isso, pedi que ele defenda o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defender é assumir o poder em cada município do país. A ordem às forças de segurança é não atirar contra o povo, mas sim contra o invasor.

Não falo levianamente. Confio no povo e na história da Colômbia, que o senhor Rubio desconhece. Confio no soldado que sabe ser filho de Bolívar e da bandeira tricolor.

Que saibam, portanto, que enfrentam um comandante do povo. Colômbia livre para sempre.

Oficiais de Bolívar, rompam fileiras e avancem a passo de vencedores."

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