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Venezuela
Congresso em Foco
5/1/2026 9:33
Após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que levou à detenção de Nicolás Maduro, o presidente norte-americano Donald Trump indicou que uma ação semelhante contra a Colômbia seria, em sua avaliação, uma possibilidade aceitável. Ao ser questionado sobre o tema, afirmou que a ideia "soa bem" para ele.
Em declarações feitas a jornalistas a bordo do Air Force One, no domingo (4), Trump atacou diretamente o presidente colombiano Gustavo Petro, a quem descreveu como "um homem doente". O republicano também retomou críticas ao governo colombiano, que já havia sido alvo de sanções impostas por Washington em outubro de 2025.
"A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e não vai continuar fazendo isso por muito tempo."
Em seguida, ao ser indagado se os EUA poderiam levar adiante uma operação militar no país, respondeu: "Soa bem para mim".
O presidente também comentou a situação de Cuba durante a entrevista. Segundo Trump, a ilha teria se sustentado economicamente com apoio venezuelano, cenário que, em sua avaliação, mudou após a queda de Maduro.
"Cuba sempre sobreviveu por causa do Venezuela. Agora eles não terão esse dinheiro vindo."
O republicano declarou ainda que houve mortes de cubanos no episódio recente. "Muitos cubanos foram mortos ontem, você sabe disso", afirmou, acrescentando que as vítimas estariam ligadas à tentativa de proteger Maduro. Trump, entretanto, fez questão de notar que não houve mortes do lado norte-americano.
Em reação às falas, Petro se manifestou nesta segunda-feira (5) e classificou as declarações de Trump como uma "ameaça ilegítima". O presidente colombiano acusou ainda o governo dos Estados Unidos de agir motivado por interesses políticos ao atacar publicamente a Colômbia.
Trump também comentou a situação de Cuba, dizendo acreditar que uma intervenção militar dos EUA não seria necessária. Para ele, o país estaria próximo de um colapso interno. "Cuba está prestes a ser nocauteada", afirmou.
As declarações ocorrem no contexto da captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação conduzida por forças americanas em Caracas, na madrugada do último sábado (3).
Com a retirada de Maduro do poder, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi alçada ao cargo de presidente interina da Venezuela. A decisão foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça do país, com o objetivo, segundo o texto oficial, de "garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação".
No domingo, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Rodríguez como chefe interina do Executivo. Em pronunciamento em rede nacional, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, apoiou a medida e indicou que o mandato provisório terá duração de 90 dias.
Ainda no domingo, Trump declarou que os Estados Unidos estão "no comando" da Venezuela após a captura de Maduro.
Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, adotou um discurso mais cauteloso. Ele afirmou que Washington não pretende administrar diretamente o país e que continuará aplicando a chamada "quarentena do petróleo" contra a Venezuela.
Maduro foi levado para Nova York na noite de sábado (3), onde deu entrada em um centro de detenção e foi apresentado à Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) para os procedimentos formais. Imagens do ex-presidente venezuelano escoltado por agentes foram divulgadas por um perfil oficial da Casa Branca na rede X.
De acordo com o Tribunal Distrital Federal de Manhattan, Maduro deve comparecer a uma audiência nesta segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), quando será apresentado formalmente à Justiça americana. O caso ficará sob responsabilidade do juiz Alvin K. Hellerstein, e Cilia Flores também deverá comparecer ao tribunal.
Ainda nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, composto por 15 países, tem reunião prevista para discutir a legalidade da captura do presidente venezuelano.
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