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Relações Exteriores
Congresso em Foco
3/1/2026 10:53
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou neste sábado (3) contra a ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano e contra a retirada do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores do país. Em nota oficial, Lula avaliou que os bombardeios promovidos por Washington "ultrapassam uma linha inaceitável" e configuram uma "afronta gravíssima à soberania" da Venezuela.
Na declaração, o chefe do Executivo brasileiro alertou para os impactos globais da ação.
"Esses atos representam um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional."
Segundo ele, a adoção da força militar à margem do direito internacional conduz a "um mundo de violência, caos e instabilidade".
Lula reafirmou que o Brasil mantém uma posição histórica de rejeição a intervenções militares unilaterais e destacou que o mesmo entendimento tem sido aplicado pelo país em relação a conflitos recentes em diferentes regiões do planeta. Para o presidente, a iniciativa norte-americana "lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe" e coloca em risco o compromisso regional com a paz.
O presidente brasileiro também cobrou uma reação institucional mais contundente da Organização das Nações Unidas (ONU).
"A comunidade internacional precisa responder de forma vigorosa a esse episódio", declarou. Ele acrescentou que o Brasil se coloca à disposição para contribuir com esforços de mediação, diálogo e cooperação internacional.
A manifestação de Lula ocorreu poucas horas depois de autoridades norte-americanas confirmarem publicamente a autoria da ação militar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, assumiram a responsabilidade pela operação e afirmaram que Maduro e Cilia Flores foram levados para fora da Venezuela, com previsão de que sejam julgados em território norte-americano.
De acordo com informações divulgadas pelo governo venezuelano, ataques aéreos realizados na madrugada deste sábado atingiram ao menos seis pontos na região de Caracas, entre eles instalações militares estratégicas. Diante da ofensiva, as autoridades locais decretaram estado de comoção exterior e passaram a buscar apoio da comunidade internacional.
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