Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Trump afirma que Washington assumirá controle temporário da Venezuela

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Internacional

Trump afirma que Washington assumirá controle temporário da Venezuela

Presidente dos EUA falou em transição política e anunciou entrada de petroleiras.

Congresso em Foco

3/1/2026 15:23

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que Washington assumirá temporariamente a administração da Venezuela após a operação militar que resultou na retirada do presidente Nicolás Maduro do país. Segundo Trump, a gestão interina será conduzida por um grupo ainda em definição, enquanto se planeja uma transição política no território venezuelano.

Leia Mais

Trump anuncia ação militar dos EUA e captura de Maduro da Venezuela

Em pronunciamento público, o presidente norte-americano declarou que o governo dos EUA pretende permanecer à frente da administração venezuelana até que considere viável a implementação de um novo arranjo institucional.

"Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela."

Trump detalhou a operação militar e os planos dos EUA em pronunciamento.

Trump detalhou a operação militar e os planos dos EUA em pronunciamento.Reprodução/Casa Branca

Trump afirmou que os nomes responsáveis por essa gestão provisória serão divulgados posteriormente, sem detalhar prazos ou mecanismos formais para a transição. Mais cedo, em entrevista à emissora Fox News, o presidente disse que ainda avalia o futuro político da Venezuela e citou diferentes possibilidades de condução do processo.

Questionado sobre a liderança da oposição venezuelana, Trump afirmou que a ex-deputada María Corina Machado não reúne respaldo suficiente no país.

"É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece na Venezuela."

Ainda segundo o presidente norte-americano, o secretário de Estado Marco Rubio mantém conversas com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que, de acordo com Trump, estaria disposta a cooperar com o processo político em curso.

Durante o discurso, Trump também anunciou a entrada de empresas petrolíferas dos Estados Unidos na indústria de petróleo da Venezuela. Ele afirmou que o setor teria sido apropriado indevidamente pelo governo venezuelano e declarou que a exploração será retomada por companhias norte-americanas.

"Vamos fazer o petróleo fluir."

Leia Mais

Acusação dos EUA aponta Maduro como líder de esquema criminoso

Segundo Trump, grandes empresas do setor energético investirão recursos significativos para recuperar a infraestrutura petrolífera do país.

"Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país."

O presidente afirmou ainda que os Estados Unidos tiveram papel central na formação da indústria petrolífera venezuelana e acusou governos socialistas de se apropriarem do setor.

"Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós (...). Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças".

Trump também evocou a Doutrina Monroe, política externa adotada pelos EUA no século XIX, ao afirmar que o país reforçará sua influência regional.

"Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado. Não vai acontecer. (...) Sob a administração Trump, estamos reafirmando o poder americano de uma forma muito poderosa em nossa região."

Sobre o Congresso norte-americano, Trump afirmou que parlamentares foram informados após a operação, alegando risco de vazamentos caso a comunicação tivesse ocorrido antes. Ele não detalhou quais lideranças receberam o aviso.

Em relação ao paradeiro de Maduro, Trump declarou que o líder venezuelano será levado a Nova York, onde ficará à disposição da Justiça dos Estados Unidos.

Leia Mais

Lula condena ofensiva dos EUA na Venezuela e retirada de Maduro

O presidente afirmou ainda que a decisão sobre o local de detenção caberá às autoridades judiciais. Trump indicou também que novas ações militares podem ocorrer e não descartou o envio de tropas adicionais ao território venezuelano, afirmando que integrantes do antigo governo ainda permanecem no país.

Ao comentar a operação, Trump disse que a ação foi rápida e de grandes proporções, descrevendo-a como a maior desde a Segunda Guerra Mundial.

"Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial."

Em entrevista, Trump afirmou ainda ter acompanhado em tempo real a captura de Maduro por meio de transmissão feita por agentes envolvidos na missão.

"Foi como ver um programa televisivo."

O presidente disse que a ofensiva estava inicialmente prevista para ocorrer dias antes, mas foi adiada em razão de condições climáticas. Também afirmou que chegou a conversar com Maduro dias antes da operação, quando, segundo ele, houve tentativa de negociação.

De acordo com Trump, Maduro e sua esposa foram levados por helicóptero até um navio da Marinha norte-americana posicionado no Caribe. A embarcação citada pelo presidente foi o USS Iwo Jima, um navio de assalto anfíbio equipado para operações aéreas e terrestres.

Na Venezuela, o governo afirmou que o país foi alvo de uma agressão estrangeira. Em comunicado, autoridades locais anunciaram a decretação de estado de comoção exterior e convocaram a população à mobilização.

"O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada."

O texto oficial também convocou reação contra a ofensiva estrangeira.

"O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista."

Autoridades venezuelanas afirmaram ainda que a operação teria como objetivo o controle de recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais, e classificaram a ação como uma tentativa de mudança de regime. O governo declarou que se reserva ao direito de legítima defesa e pediu apoio internacional.

Leia Mais

Parlamentares divergem nas redes sobre ação dos EUA na Venezuela

Segundo relatos da imprensa internacional, explosões foram registradas em diferentes pontos de Caracas durante a madrugada. Moradores relataram falta de energia, barulho de aeronaves e movimentação intensa de tropas.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Venezuela Donald Trump estados unidos Nicolás Maduro

Temas

Internacional

LEIA MAIS

Internacional

Acusação dos EUA aponta Maduro como líder de esquema criminoso

Congresso Nacional

Parlamentares divergem nas redes sobre ação dos EUA na Venezuela

Correspondente Internacional

Eduardo Bolsonaro comemora ação dos EUA contra Maduro

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
1

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Novas regras do INSS empurram aposentadoria para mais tarde

2

Pagamentos INSS

INSS libera R$ 2,3 bilhões em atrasados para 152,3 mil segurados

3

PRESO COM SORTE

Com número 13, Bolsonaro e irmão fazem quadra na Mega da Virada

4

Correspondente Internacional

Eduardo Bolsonaro comemora ação dos EUA contra Maduro

5

Relações Exteriores

Lula condena ofensiva dos EUA na Venezuela e retirada de Maduro

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES