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Internacional
Congresso em Foco
3/1/2026 15:23
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que Washington assumirá temporariamente a administração da Venezuela após a operação militar que resultou na retirada do presidente Nicolás Maduro do país. Segundo Trump, a gestão interina será conduzida por um grupo ainda em definição, enquanto se planeja uma transição política no território venezuelano.
Em pronunciamento público, o presidente norte-americano declarou que o governo dos EUA pretende permanecer à frente da administração venezuelana até que considere viável a implementação de um novo arranjo institucional.
"Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela."
Trump afirmou que os nomes responsáveis por essa gestão provisória serão divulgados posteriormente, sem detalhar prazos ou mecanismos formais para a transição. Mais cedo, em entrevista à emissora Fox News, o presidente disse que ainda avalia o futuro político da Venezuela e citou diferentes possibilidades de condução do processo.
Questionado sobre a liderança da oposição venezuelana, Trump afirmou que a ex-deputada María Corina Machado não reúne respaldo suficiente no país.
"É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece na Venezuela."
Ainda segundo o presidente norte-americano, o secretário de Estado Marco Rubio mantém conversas com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que, de acordo com Trump, estaria disposta a cooperar com o processo político em curso.
Durante o discurso, Trump também anunciou a entrada de empresas petrolíferas dos Estados Unidos na indústria de petróleo da Venezuela. Ele afirmou que o setor teria sido apropriado indevidamente pelo governo venezuelano e declarou que a exploração será retomada por companhias norte-americanas.
"Vamos fazer o petróleo fluir."
Segundo Trump, grandes empresas do setor energético investirão recursos significativos para recuperar a infraestrutura petrolífera do país.
"Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país."
O presidente afirmou ainda que os Estados Unidos tiveram papel central na formação da indústria petrolífera venezuelana e acusou governos socialistas de se apropriarem do setor.
"Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós (...). Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças".
Trump também evocou a Doutrina Monroe, política externa adotada pelos EUA no século XIX, ao afirmar que o país reforçará sua influência regional.
"Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado. Não vai acontecer. (...) Sob a administração Trump, estamos reafirmando o poder americano de uma forma muito poderosa em nossa região."
Sobre o Congresso norte-americano, Trump afirmou que parlamentares foram informados após a operação, alegando risco de vazamentos caso a comunicação tivesse ocorrido antes. Ele não detalhou quais lideranças receberam o aviso.
Em relação ao paradeiro de Maduro, Trump declarou que o líder venezuelano será levado a Nova York, onde ficará à disposição da Justiça dos Estados Unidos.
O presidente afirmou ainda que a decisão sobre o local de detenção caberá às autoridades judiciais. Trump indicou também que novas ações militares podem ocorrer e não descartou o envio de tropas adicionais ao território venezuelano, afirmando que integrantes do antigo governo ainda permanecem no país.
Ao comentar a operação, Trump disse que a ação foi rápida e de grandes proporções, descrevendo-a como a maior desde a Segunda Guerra Mundial.
"Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial."
Em entrevista, Trump afirmou ainda ter acompanhado em tempo real a captura de Maduro por meio de transmissão feita por agentes envolvidos na missão.
"Foi como ver um programa televisivo."
O presidente disse que a ofensiva estava inicialmente prevista para ocorrer dias antes, mas foi adiada em razão de condições climáticas. Também afirmou que chegou a conversar com Maduro dias antes da operação, quando, segundo ele, houve tentativa de negociação.
De acordo com Trump, Maduro e sua esposa foram levados por helicóptero até um navio da Marinha norte-americana posicionado no Caribe. A embarcação citada pelo presidente foi o USS Iwo Jima, um navio de assalto anfíbio equipado para operações aéreas e terrestres.
Na Venezuela, o governo afirmou que o país foi alvo de uma agressão estrangeira. Em comunicado, autoridades locais anunciaram a decretação de estado de comoção exterior e convocaram a população à mobilização.
"O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada."
O texto oficial também convocou reação contra a ofensiva estrangeira.
"O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista."
Autoridades venezuelanas afirmaram ainda que a operação teria como objetivo o controle de recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais, e classificaram a ação como uma tentativa de mudança de regime. O governo declarou que se reserva ao direito de legítima defesa e pediu apoio internacional.
Segundo relatos da imprensa internacional, explosões foram registradas em diferentes pontos de Caracas durante a madrugada. Moradores relataram falta de energia, barulho de aeronaves e movimentação intensa de tropas.
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