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Política Externa

Reunião de países latino-americanos sobre Venezuela termina sem acordo

Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos discutiu a captura de Maduro após ação dos EUA, mas divergências barraram nota conjunta.

Congresso em Foco

5/1/2026 | Atualizado às 8:22

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A reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada no domingo (4), não resultou em uma posição unificada sobre a crise na Venezuela após a operação militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A ausência de consenso entre os países impediu a divulgação de uma nota conjunta ao fim do encontro, do qual participou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

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Criada no México em 2010, a Celac reúne 33 países da América Latina e do Caribe e tem como objetivo fortalecer a integração regional e a articulação política, econômica e social entre seus membros. A agenda do bloco inclui temas como desarmamento nuclear, agricultura familiar, cultura, energia e meio ambiente, com foco na busca por maior autonomia da região.

Ministro Mauro Vieira interrompeu férias para acompanhar reunião de países da região após ação dos EUA na Venezuela.

Ministro Mauro Vieira interrompeu férias para acompanhar reunião de países da região após ação dos EUA na Venezuela.Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mesmo em período de férias até a próxima segunda-feira (5), o chanceler brasileiro interrompeu o recesso e retornou a Brasília após a ação militar norte-americana. A participação de Mauro Vieira na reunião ocorreu por videoconferência, a partir do Palácio Itamaraty. O encontro teve início por volta das 14h, no horário de Brasília, e se estendeu por aproximadamente duas horas, encerrando-se sem deliberação coletiva.

Antes da reunião da Celac, Brasil, México, Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai divulgaram um comunicado conjunto manifestando preocupação com o cenário venezuelano após a ofensiva dos Estados Unidos.

"Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas."

Diante da operação militar, o governo brasileiro convocou uma reunião ministerial de emergência para avaliar os desdobramentos políticos e os possíveis impactos no Brasil, especialmente em razão da extensa fronteira terrestre com a Venezuela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordenou o encontro de forma remota, já que cumpre período de recesso em uma base militar no Rio de Janeiro, com retorno previsto a Brasília na segunda-feira (6).

Participaram das discussões o ministro da Defesa, o ministro-chefe da Casa Civil, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a embaixadora do Brasil em Caracas, além de integrantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério das Relações Exteriores. Pela manhã, uma primeira reunião emergencial confirmou que não havia registro de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques ocorridos durante a madrugada. Um novo encontro sobre o tema foi realizado às 17h.

Segundo o governo, ao menos 100 brasileiros que estavam em viagem turística à Venezuela conseguiram deixar o país ao longo do dia sem dificuldades. O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que, até o momento, não há indícios de movimentação atípica na fronteira.

"A situação na fronteira nunca esteve tão tranquila."

Ele acrescentou que, embora o lado venezuelano tenha fechado a passagem nesta manhã, do lado brasileiro o tráfego permanece aberto e funcionando normalmente. O Ministério da Justiça informou que se prepara para um eventual aumento no fluxo de refugiados.

Nas redes sociais, o presidente Lula classificou a ação militar como inadmissível.

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional."

O presidente também afirmou que a operação configura violação do direito internacional e pode abrir caminho para um cenário de "violência, caos e instabilidade". Em outra manifestação, declarou que "a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".

Lula defendeu ainda uma resposta firme da comunidade internacional, por meio das Nações Unidas.

"A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no sábado (3) que ainda avalia os próximos passos em relação à Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Segundo ele, Maduro e a esposa estariam sendo levados a Nova York em um navio da Marinha dos EUA que opera no Caribe desde o fim de 2025. Até então, o paradeiro do presidente venezuelano não havia sido oficialmente confirmado.

Em entrevista à emissora Fox News, Trump afirmou também que os Estados Unidos passarão a se envolver de forma mais intensa com a indústria petrolífera venezuelana, sem detalhar como se dará essa atuação. O presidente norte-americano acrescentou que a China deverá continuar recebendo petróleo do país sul-americano.

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