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MUNDO
Congresso em Foco
5/1/2026 10:19
Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram neste domingo (4) um comunicado conjunto em que condenam a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Os governos também afirmam preocupação com a condução das ações pelo presidente norte-americano Donald Trump.
No comunicado, os seis países classificam como graves os episódios registrados em território venezuelano e reiteram compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas, documento que orienta a convivência internacional e a busca pela paz.
Segundo a nota, as operações militares foram realizadas de forma unilateral e violam normas centrais do direito internacional, como a proibição do uso da força e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados.
Os governos afirmam ainda que a ação abre um precedente considerado "extremamente perigoso" para a paz e a segurança da região e expõe a população civil a riscos diretos.
"Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana", completou o comunicado conjunto, que reafirma a América Latina e o Caribe como uma zona de paz, "construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção."
A nota reafirma também o compromisso com a América Latina e o Caribe como zona de paz, fundada na solução pacífica de conflitos e na não intervenção.
Ao final, os países defendem a união regional acima de divergências políticas diante de ações que ameacem a estabilidade do continente. Também solicitam ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e a outros organismos multilaterais que atuem para reduzir tensões e preservar a paz.
O texto alerta contra tentativas de controle externo de recursos naturais ou estratégicos, consideradas incompatíveis com o direito internacional e prejudiciais à estabilidade política, econômica e social da região.
Invasão
No sábado (3), explosões foram registradas em diferentes áreas de Caracas, capital da Venezuela. Durante a operação militar dos Estados Unidos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram detidos por forças norte-americanas e levados para Nova York.
A ação representa mais um episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última invasão militar ocorreu em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusação de envolvimento com o narcotráfico.
Assim como no caso de Noriega, Washington acusa Maduro de chefiar um suposto cartel conhecido como "Los Soles", sem apresentar provas públicas.
O governo Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano.
Críticos da operação afirmam que a ofensiva atende a interesses geopolíticos, com o objetivo de afastar a Venezuela de aliados estratégicos como China e Rússia e ampliar a influência norte-americana sobre o petróleo do país, que detém as maiores reservas comprovadas do mundo.
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