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Conflito Militar

Ataque dos EUA à Venezuela deixa ao menos 58 mortos, dizem autoridades

Ofensiva militar que capturou Nicolás Maduro ainda não tem balanço completo de vítimas e danos.

Congresso em Foco

7/1/2026 15:47

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Cinco dias após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que teve como objetivo retirar o presidente Nicolás Maduro do poder, as autoridades venezuelanas ainda não divulgaram dados completos sobre o número de mortos, feridos ou a extensão dos danos causados pelos ataques em Caracas e nos estados de Aragua, La Guaira e Miranda.

As informações oficiais disponíveis até a noite de terça-feira (6) indicam que ao menos 58 pessoas morreram no sábado (3), quando tropas norte-americanas invadiram o território venezuelano, realizaram bombardeios em pontos estratégicos e detiveram Maduro e sua esposa, Cília Flores. O casal foi levado para um centro de detenção temporária em Nova York.

De acordo com balanço preliminar, a chamada Operação Resolução Absoluta resultou na morte de 32 militares cubanos responsáveis pela segurança do presidente venezuelano, além de pelo menos 24 integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) e duas civis já identificadas.

A ofensiva foi realizada no sábado (3).

A ofensiva foi realizada no sábado (3).Reprodução/X

Uma das vítimas civis é Rosa Elena Gonzáles, de 80 anos, moradora de uma área próxima à Academia Militar da Armada Bolivariana, em La Guaira. Ela ficou gravemente ferida após sua residência ser atingida durante os ataques e morreu no hospital. A segunda vítima identificada é a colombiana Yohana Rodríguez Sierra, de 45 anos, cuja morte foi confirmada pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro.

A casa de Yohana, localizada em um bairro residencial de El Hatillo, em Miranda, foi atingida por um míssil que, segundo relatos, teria como alvo torres de telecomunicações. Morando na Venezuela há mais de dez anos, ela era proprietária de um pequeno comércio e não resistiu aos ferimentos. Ao comentar o caso, Petro criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: "Ao bombardear [a Venezuela], assassinaram uma mãe colombiana".

A Fanb prestou homenagens aos 24 militares venezuelanos mortos na ação, que ocorreu sem autorização do Congresso dos EUA e sem aval do Conselho de Segurança da ONU. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba também divulgou imagens dos 32 militares cubanos mortos e classificou a ofensiva como um "covarde e criminoso ato de terrorismo de Estado".

Em um evento com parlamentares norte-americanos, Donald Trump afirmou que muitas pessoas "do outro lado", incluindo cubanos, morreram durante a incursão militar, e disse que não houve baixas entre as forças dos EUA. "Foi um ataque brilhante taticamente", declarou.

Os custos humanos da ofensiva, oficialmente justificada pelo combate ao tráfico de drogas, também incluem mortes decorrentes de bombardeios contra embarcações no Caribe. Segundo o The New York Times, desde setembro de 2025, ao menos 115 pessoas morreram a bordo de 35 barcos atingidos por mísseis, elevando para 173 o total de mortos relacionados à operação militar.

Vídeos divulgados pelo Departamento de Defesa dos EUA indicam que, na maioria dos casos, os tripulantes não tiveram oportunidade de se render ou se defender. Entre as vítimas está o colombiano Alejandro Carranza, de 42 anos, morto em setembro de 2025 quando sua embarcação foi bombardeada. A família nega qualquer ligação com o narcotráfico e afirma que ele trabalhava como pescador.

Em novembro, Gustavo Petro designou seu advogado pessoal nos Estados Unidos para representar a família de Carranza em uma ação contra o governo norte-americano na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), classificando o caso como a execução de um pescador por um míssil disparado pelos EUA.

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