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Acordo Comercial
Congresso em Foco
12/1/2026 14:00
Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) manifestaram satisfação com o anúncio da União Europeia sobre a aprovação do acordo comercial firmado com o Mercosul.
Nas redes sociais, Haddad destacou o caráter histórico do tratado e afirmou que ele abre um horizonte de "pluralidade e oportunidade". Segundo o ministro, o acordo é histórico não apenas por seu impacto econômico, mas sobretudo por seu significado geopolítico. "Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade", escreveu.
Simone Tebet ressaltou que o acordo deve facilitar a entrada de produtos brasileiros em novos mercados consumidores, estimular investimentos e contribuir para a redução da inflação no país.
"Um marco histórico para o multilateralismo. O Acordo Mercosul–União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis e maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação", afirmou a ministra, em nota.
O acordo
Em negociação desde 1999, o acordo prevê a redução progressiva de tarifas entre os países integrantes, além da harmonização de regras para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
O texto estabelece a eliminação imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, como motores, geradores de energia elétrica, autopeças e aeronaves, setores considerados estratégicos para a competitividade da indústria brasileira. Também deve beneficiar produtos como couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e insumos químicos.
Caso seja ratificado, o tratado criará uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo, conectando o Mercosul a um mercado europeu de cerca de 451 milhões de consumidores.
Para o Brasil, maior economia do bloco sul-americano, o acordo é visto como uma ampliação do acesso a mercados internacionais e uma oportunidade que vai além do agronegócio, alcançando também segmentos industriais.
A redução tarifária será implementada de forma gradual, até a eliminação total para diversos produtos, em alguns casos sujeita a cotas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou nas redes sociais, classificando o acordo como "uma vitória do diálogo". "Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre países e blocos", afirmou. Segundo Lula, o tratado representa ainda "uma sinalização em favor do comércio internacional".
O presidente teve atuação direta nas negociações para a conclusão do acordo, considerado prioridade durante a presidência brasileira do Mercosul no ano passado. Líderes europeus também celebraram a aprovação. De acordo com a agência Reuters, os embaixadores dos 27 Estados-membros da União Europeia manifestaram oficialmente as posições de seus governos na sexta-feira, com a confirmação formal dos votos prevista para o mesmo dia.
Segundo a agência, ao menos 15 países, que representam cerca de 65% da população do bloco, votaram a favor da assinatura, conforme exigido pelas regras da UE. Caso o resultado seja confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá visitar o Paraguai esta semana para ratificar o acordo com os países do Mercosul. A entrada em vigor do tratado ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu.
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