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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
26/1/2026 14:08
O Senado se prepara para seus últimos meses de trabalho antes das eleições com uma composição partidária bastante distinta daquela observada no início da legislatura. Não apenas a dinâmica interna provocou mudanças no tamanho das bancadas, como também alterou a própria lista de siglas com representação na Casa, com a entrada de um partido que não possuía senador eleito e a saída de outro que contava com apenas um.
Em quatro anos, o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, saiu como o partido mais fortalecido. A legenda encerrou o ano de 2023 com 13 senadores e chega ao ano eleitoral com a maior bancada da Casa, formada por 15 parlamentares. Na outra ponta está o União Brasil, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Inicialmente com nove senadores, a sigla hoje possui cinco. O União se prepara para disputar as eleições em federação com o PP, que começou a legislatura com seis representantes e, neste ano, conta com sete.
Ao contrário da Câmara dos Deputados, onde mudanças de partido precisam ser autorizadas pelo respectivo dirigente partidário ou pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), senadores podem mudar livremente de sigla, escolhendo aquela que melhor corresponda a seus projetos conforme a evolução da dinâmica política nacional ou de seus Estados. Em 2026, essa acomodação é especialmente estratégica, já que, nesta eleição, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa.
As licenças também têm impacto na conjuntura do Senado. As chapas eleitas não necessariamente precisam abrigar parlamentares de um único partido e são comumente utilizadas para compor coligações estaduais. Senadores que se afastam para assumir cargos no Executivo, por exemplo, frequentemente deixam suplentes filiados a outras siglas.
Confira a comparação das bancadas no Senado em 2023 e 2026:
Entra e sai
Em 2023, a Rede Sustentabilidade perdeu o último senador de sua bancada, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (AP). A saída ocorreu após desentendimentos entre o congressista e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, então presidente do partido, sobre a disputa entre Petrobras e Ibama em torno da extração de petróleo na Margem Equatorial.
Randolfe deixou a legenda em maio, permanecendo sem partido até o fim do ano. Em 2024, filiou-se ao PT, permanecendo até hoje.
No mesmo período, o Novo, até então sem nenhum parlamentar, passou a contar com representação na Casa. O senador Eduardo Girão foi eleito em 2018 pelo Podemos, mas ficou isolado dentro da legenda nos anos seguintes ao se aproximar do grupo político de Bolsonaro. Em 2024, migrou para o Novo, onde se consolidou como parlamentar de oposição ao governo Lula.
Governismo mantido
As mudanças de conjuntura no Senado entre 2023 e 2026 pouco afetaram a relação da Casa com o governo, conforme indicam os dados da ferramenta Radar do Congresso, disponibilizada publicamente pelo Congresso em Foco, que monitora os votos de cada congressista em plenário.
Segundo o Radar, o ano de 2023 apresentou oscilações na porcentagem de votos do Senado em conformidade com a orientação do governo. O índice foi de 78% até o fim de junho, manteve-se em 78% até setembro e recuou para 74% ao final do ano. Ao fim de 2025, a taxa voltou ao mesmo patamar inicial, com 78% de adesão.
Confira a evolução do índice de governismo no Senado ao longo da atual legislatura:
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