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FRAUDE BILIONÁRIA

Damares defende atuação do BC no caso Master: "Agiu de forma íntegra"

Senadora diz que Banco Central cumpriu seu papel institucional e pede que Galípolo seja ouvido antes por subcomissão do Senado. Veja o vídeo.

Congresso em Foco

10/2/2026 | Atualizado às 14:54

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Integrante da oposição, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) saiu em defesa do Banco Central durante a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que discutiu nesta terça-feira (10) o escândalo envolvendo o Banco Master. Ao tratar do cronograma de audiências da subcomissão criada para acompanhar o caso, a parlamentar propôs que o primeiro convidado a ser ouvido seja o presidente do BC, Gabriel Galípolo, como forma de proteger o sistema financeiro e acalmar o mercado.

Segundo Damares, o Banco Central vem sendo alvo de críticas indevidas no debate público sobre o caso. "Se tem uma instituição que está sendo atacada indevidamente, é o Banco Central. E nós, desta comissão, temos uma responsabilidade com o sistema financeiro do país", afirmou. Para a senadora, ouvir Galípolo logo no início permitiria esclarecer à população que o Banco Master tinha atuação marginal no sistema e que a autoridade monetária agiu corretamente.

"Se a gente pudesse começar a roda de audiências com o Banco Central, para que ele tenha a oportunidade de falar para o Brasil e acalmar a população, os investidores… O mundo está de olho nesse caso", sugeriu. Damares sustentou que a crise foi provocada pelos agentes envolvidos no banco e não por falhas da autoridade reguladora. "Vamos mostrar para o Brasil que o Banco Central atuou de forma íntegra na condução dos processos", completou.

Galípolo foi uma das autoridades que tiveram convite aprovado pela subcomissão nesta terça-feira.

A posição foi endossada pela senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que alertou para movimentos políticos que, segundo ela, tentam enfraquecer a autonomia do Banco Central em meio à crise. "Isso é extremamente prejudicial a uma instituição que sempre foi muito séria", afirmou. Buzetti também citou declarações recentes de Galípolo sobre a necessidade de mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), destacando que o fundo protege os bancos, e não diretamente os investidores — ponto que, segundo ela, precisa ser revisto com preservação da autonomia do BC.

Presidente da subcomissão e da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL) sinalizou disposição para considerar a sugestão de Damares. "Faremos o possível para seguir esta lógica sugerida pela senadora", disse. Em seguida, porém, deixou claro que sua prioridade é ouvir ex-dirigentes do Banco Master, incluindo os controladores Daniel Vorcaro e Augusto Lima.

Renan prioriza depoimento de Vorcaro

Para Renan, embora seja importante preservar as instituições, a comissão precisa primeiro compreender em detalhes como o banco operava antes da liquidação. Por isso, defendeu, seria importante ouvir ex-dirigentes do Master antes do BC. "No que depender de mim, eu gostaria de priorizar a vinda dos diretores do Banco Master. Esta Comissão é o melhor lugar para um debate técnico, verdadeiro, para que se conheçam os pormenores e as informações", afirmou.

O senador também reforçou que a apuração não parte de pré-julgamentos, mas da obrigação constitucional do Senado. "Só os fatos irão decidir a forma como nós vamos caminhar", disse, ao defender o acesso a informações, inclusive sigilosas, para identificar quem descumpriu a legislação e apontar eventuais falhas que precisem ser corrigidas.

Ao final, Renan afirmou que a comissão estará aberta aos responsáveis pelo banco. "Quero dizer aos proprietários do Master, tanto a Daniel Vorcaro quanto a Augusto Lima, que esta Comissão estará permanentemente à disposição deles para que venham aqui dizer das suas razões", declarou. A definição do calendário das audiências deve ocorrer nos próximos dias, com a expectativa de que tanto o Banco Central quanto os ex-dirigentes do Master sejam chamados a depor. Vorcaro e Augusto Lima também foram convidados pela subcomissão, assim como ex-diretores do Banco de Brasília (BRB) e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

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