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SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Congresso em Foco
12/2/2026 | Atualizado às 8:49
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (11), oferece um retrato claro do cenário para a sucessão presidencial: Lula (PT) lidera, mas com vantagem limitada; Flávio Bolsonaro (PL) se consolida como principal nome da oposição; e a polarização segue estruturando a disputa. A seguir, os cinco principais recados do levantamento e o que eles significam na prática.
1) Lula lidera em todos os cenários, mas a vantagem encurtou
Nos sete cenários estimulados de primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente em todos.
No Cenário 1:
Nos demais cenários:
A vantagem do petista oscila entre 4 e 8 pontos percentuais.
No segundo turno, Lula também vence todos os adversários testados.
No confronto direto com Flávio:
A diferença é de 5 pontos, menor que na rodada anterior (7 pontos).
Recado estratégico
Para Lula, a liderança é real, mas frágil. Não há cenário de folga confortável. O encurtamento da diferença indica que a consolidação de um adversário competitivo pode transformar a disputa em um jogo de alta intensidade já no primeiro turno.
Para a oposição, o dado mostra que há caminho eleitoral viável. A eleição não está definida, mas depende de manter a tendência de crescimento e ampliar presença fora do núcleo ideológico.
2) Flávio Bolsonaro se consolida como principal adversário
O direto da Quaest Felipe Nunes resumiu a principal conclusão do levantamento: "Pesquisa Genial/Quaest mostra Flavio Bolsonaro consolidado como principal opositor a Lula".
Desde a indicação formal de Jair Bolsonaro, Flávio cresceu oito pontos no cenário que inclui outros nomes da direita."A consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro nas pesquisas aconteceu pela sua capacidade de atrair o eleitor Bolsonarista (92% votam em Flavio) e o eleitor de direita não-bolsonarista (65% votam em Flávio). Seu desafio ainda é atrair o eleitor independente", afirmou Nunes.
Recado estratégico
Para a direita, a pesquisa mostra algo que faltava desde 2022: centralização. Flávio reduz dispersão e começa a transformar capital simbólico (o sobrenome) em capital eleitoral.
Mas há um limite claro: ele ainda precisa romper a barreira do eleitor independente, que não se move apenas por identidade ideológica. Sem isso, o crescimento pode estagnar no teto da direita.
3) Polarização segue equilibrada
O indicador do "medo" mostra:
Felipe Nunes observou: "A variável que mede o medo continua sugerindo um empate técnico se a eleição for entre os dois polos".
Recado estratégico
A eleição continua sendo estruturada pela rejeição, não apenas pela adesão. Isso significa que a campanha será, novamente, uma disputa para reduzir medo e rejeição no centro do eleitorado.
Para Lula, o desafio é impedir que o desgaste de governo alimente a rejeição. Para Flávio, o desafio é diminuir o temor de "volta do bolsonarismo" que ainda mobiliza quase metade do eleitorado. Quem conseguir reduzir medo no eleitor independente terá vantagem decisiva.
4) Lula lidera apesar de desaprovação maior que aprovação
A avaliação do governo mostra:
Na avaliação qualitativa:
Na comparação com os mandatos anteriores:
Recado estratégico
Lula lidera mesmo com avaliação negativa superior à positiva. Isso revela que sua força eleitoral hoje depende menos de entusiasmo e mais de estrutura política, identidade consolidada e rejeição ao adversário. Mas há um risco: se a avaliação piorar mais alguns pontos, pode afetar diretamente a vantagem eleitoral.
Para a oposição, explorar o desgaste não basta. É preciso converter desaprovação em intenção de voto. Isso exige ampliar credibilidade junto ao centro.
5) Economia continua sendo o ponto sensível
A maioria percebe alta nos preços dos alimentos e parte relevante avalia piora no poder de compra.
Além disso:
Recado estratégico
A economia é o ponto estrutural da eleição. Se houver melhora consistente na percepção econômica até o segundo semestre, Lula tende a ampliar margem. Se a percepção continuar negativa ou piorar, a oposição ganha um eixo forte de campanha. E como a oscilação recente ocorreu entre independentes, é provável que a variável econômica seja o fator decisivo para esse grupo.
O retrato geral
A Quaest de fevereiro de 2026 mostra uma disputa competitiva, polarizada e aberta.
Se a eleição fosse hoje, Lula venceria. Mas a pesquisa deixa claro: 2026 ainda está em construção.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE, com o protocolo BR-00249/2026.
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