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LUTO NACIONAL
Congresso em Foco
15/2/2026 19:21
Morreu neste domingo (15) o ex-presidente do PCdoB, Renato Rabelo, aos 83 anos, vítima de um câncer que se desenvolveu ao longo dos três últimos anos. O velório será realizado na segunda-feira (16) das 8h às 12h, no Palácio do Trabalhador, em São Paulo.
Rabelo presidiu o o partido entre 2001 e 2015, permanecendo na direção nos anos seguintes. Antes de sair do cargo, indicou a atual presidente da sigla, a ministra Luciana Santos, de Ciência e Tecnologia.
Sua gestão no comando do PCdoB foi a primeira a incluir quadros partidários no governo federal após a vitória da coligação da candidatura de Lula em 2002, assegurando a participação da legenda em ministérios estratégicos como da Defesa e Relações Institucionais. Foi também sob sua direção que o partido elegeu pela primeira e única vez um parlamentar de sua bancada para a presidência da Câmara dos Deputados, conduzida por Aldo Rebelo entre 2005 e 2007.
Em 2016, após deixar a presidência do partido, Renato Rabelo assumiu a chefia da Fundação Maurício Grabois, Think Tank do PCdoB. Na fundação, coordenou iniciativas voltadas à análise da conjuntura política nacional e internacional e participou da produção de documentos e publicações. Em 2025, foi designado presidente de honra da entidade.
Renato Rabelo também assumiu a vice-presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante a ditadura militar, atuando ativamente no enfrentamento ao regime. Exilou-se na França em 1976, retornando ao Brasil em 1979 com a aprovação da Lei da Anistia.
Em nota, o PCdoB prestou homenagem a Rabelo. Segundo a sigla, "sua maior obra é o aporte de ideias e formulações ao acervo teórico, político e ideológico do Partido, importantes contribuições teóricas e políticas que enriqueceram o seu pensamento tático, estratégico e programático, como também a práxis de sua edificação e atuação na arena da luta de classes".
Homenagens
O presidente Lula se manifestou em nota em homenagem a Renato Rabelo, relembrando os momentos em que estiveram juntos nas campanhas de redemocratização e nas eleições de 1989. "A democracia brasileira perdeu hoje um de seus maiores nomes, o meu querido companheiro Renato Rabelo. Dirigente histórico do PCdoB, trilhamos, lado a lado, alguns dos momentos mais importantes de nossa história. Estivemos juntos nas greves do ABC, nas Diretas Já e nas campanhas presidenciais a que concorri".
Lula ressaltou que "A visão estratégica de Renato Rabelo e sua capacidade de reunir as forças políticas em prol da soberania e justiça social seguirão, sempre, ajudando a guiar o caminho daqueles que querem construir um Brasil melhor para todas e todos".
A líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), também se pronunciou. "Renato dedicou a vida inteira à luta pela democracia, pela soberania nacional, por direitos e pelo socialismo. O Brasil ficou mais pobre de ideias e de luta", disse. A congressista destacou seu trabalho na qualificação de quadros do partido. "Renato ajudou a formar gerações de militantes e foi peça fundamental na construção coletiva que seguimos levando adiante".
A ministra Luciana Santos relembrou a importância de Renato Rabelo na construção do projeto de país. "Renato é expressão da serenidade ativa, do espírito público e da esperança diligente que construiu e moldou o PCdoB. Intelectual destacado, revolucionário, deu continuidade ao legado de João Amazonas, compreendeu como poucos as características e necessidades do povo brasileiro. Olhou o Brasil e na contribuição indispensável ao projeto nacional de desenvolvimento apontou caminhos para a construção do socialismo com nosso jeito, nossa cara".
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