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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
5/2/2026 17:43
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, reafirmou nesta quinta-feira (5) o convite à deputada Caroline de Toni (PL-SC) para se filiar à sigla após a congressista anunciar sua saída do PL para viabilizar sua disputa ao Senado. Segundo Ribeiro, a possibilidade de voltar atrás na concessão de legenda é "inegociável".
"Pelo Novo, a candidatura da Carol ao Senado é inegociável. O Brasil precisa de senadores com independência, preparo técnico e coragem para cumprir o papel constitucional do Senado, e a Carol reúne todas essas condições", disse Eduardo Ribeiro.
Em nota, o partido afirma que "Caroline de Toni reúne capital político e densidade eleitoral suficientes para liderar uma campanha altamente competitiva, mesmo em uma candidatura sem coligação". A deputada foi a mais votada por Santa Catarina em 2022, e mesmo de saída do PL, permanece com uma base de apoio ampla entre lideranças municipais.
Saída do PL
A deputada Caroline de Toni (SC) comunicou nessa quarta-feira (4) ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sua decisão de deixar o partido. A saída ocorre em meio à disputa interna pela candidatura ao Senado em Santa Catarina e marca o rompimento definitivo com a estratégia da cúpula da legenda, que optou por priorizar uma aliança com o PP e a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro.
Caroline tentava viabilizar seu nome ao Senado pelo PL, mas foi informada de que o partido reservará as duas vagas da chapa majoritária para Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e para o senador Esperidião Amin (PP), que buscará a reeleição. O arranjo decorre de um acordo nacional entre Valdemar e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que envolve outros estados, como o Rio Grande do Sul.
Para tentar conter a crise, Valdemar ofereceu à deputada alternativas para que desistisse da candidatura ao Senado. Entre elas, a vaga de vice-governadora em uma eventual chapa de reeleição do governador Jorginho Mello e, em outro momento, a promessa de liderança do PL na Câmara a partir de 2027, caso Caroline disputasse a reeleição como deputada federal.
A parlamentar recusou as propostas. Segundo aliados, ela considerou que aceitar a vice significaria abrir mão de um projeto político próprio e chancelar uma decisão tomada sem consulta às bases do partido em Santa Catarina.
O Novo vinha cortejando a congressista desde o início da crise interna no PL. Outros partidos também manifestaram interesse em conceder legenda, entre eles o Avante, Podemos, MDB e PSD.
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