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SANTA CATARINA

Caroline de Toni deixa o PL após ser preterida na corrida ao Senado

Barrada por Valdemar, deputada buscará outro partido para se candidatar. PL priorizou Carlos Bolsonaro e acordo com o PP em Santa Catarina.

Congresso em Foco

5/2/2026 7:36

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A deputada Caroline de Toni (SC) comunicou nessa quarta-feira (4) ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sua decisão de deixar o partido. A saída ocorre em meio à disputa interna pela candidatura ao Senado em Santa Catarina e marca o rompimento definitivo com a estratégia da cúpula da legenda, que optou por priorizar uma aliança com o PP e a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro.

Caroline tentava viabilizar seu nome ao Senado pelo PL, mas foi informada de que o partido reservará as duas vagas da chapa majoritária para Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e para o senador Esperidião Amin (PP), que buscará a reeleição. O arranjo decorre de um acordo nacional entre Valdemar e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que envolve outros estados, como o Rio Grande do Sul.

Caroline de Toni recusou oferta de vaga de vice na chapa de Jorginho Mello.

Caroline de Toni recusou oferta de vaga de vice na chapa de Jorginho Mello.Pedro Ladeira/Folhapress

Oferta recusada e ruptura

Para tentar conter a crise, Valdemar ofereceu à deputada alternativas para que desistisse da candidatura ao Senado. Entre elas, a vaga de vice-governadora em uma eventual chapa de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e, em outro momento, a promessa de liderança do PL na Câmara a partir de 2027, caso Caroline disputasse a reeleição como deputada federal.

A parlamentar recusou as propostas. Segundo aliados, ela considerou que aceitar a vice significaria abrir mão de um projeto político próprio e chancelar uma decisão tomada sem consulta às bases do partido em Santa Catarina.

Antes do anúncio da decisão, a deputada havia dito que seis partidos a haviam procurado para filiá-la: Avante, Podemos, PRD, Novo, MDB e PSD.

Conflito com a direção nacional

A decisão de Caroline de Toni expõe um divisão entre a direção nacional do PL e lideranças locais em Santa Catarina. Na terça-feira (3), durante evento em Brasília, o governador Jorginho Mello declarou publicamente que seus candidatos ao Senado seriam Caroline e Carlos Bolsonaro, defendendo uma chapa "pura" do PL.

Valdemar, no entanto, ameaçou intervir no diretório estadual para assegurar a vaga de Esperidião Amin, caso o governador insista em contrariar o acordo nacional com o PP. O movimento esvazia o discurso de autonomia estadual e ampliou o desgaste com a deputada.

Apoio de Michelle Bolsonaro

Ainda nessa quarta-feira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou apoio explícito a Caroline de Toni. Em publicação nas redes sociais, Michelle divulgou imagens ao lado da deputada e de Jair Bolsonaro, acompanhadas da mensagem "estaremos com você".

O gesto foi interpretado por aliados como um sinal de desconforto da família Bolsonaro com a condução do caso por Valdemar, embora Carlos Bolsonaro siga como o nome preferencial do partido para o Senado em Santa Catarina.

Em 2026, Santa Catarina elegerá dois de seus três senadores. Além de Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin, outros nomes devem entrar na disputa, como Gilson Marques (Novo) e Décio Lima (PT). A eventual candidatura de Caroline de Toni por outra legenda tende a fragmentar ainda mais o campo da direita no estado.

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