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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
6/3/2026 | Atualizado às 12:54
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, publicou em suas redes sociais um manifesto em que reafirma sua pré-candidatura à Presidência da República, expressando seu diagnóstico do cenário nacional e prioridades de seu eventual futuro governo. Leite criticou a polarização, e defendeu uma reforma política e administrativa para que os três Poderes abracem uma agenda de eficiência institucional.
Eduardo Leite alerta que a ordem global está mudando com a disputa geopolítica entre grandes potências e com a revolução da inteligência artificial. Nesse cenário, diz que o Brasil tem vantagens naturais importantes, como energia limpa, recursos naturais e posição geopolítica estável, mas precisa agir com planejamento de longo prazo para se tornar protagonista.
O governador defende que o país precisa reformar seus instrumentos de consolidação da governabilidade. Ele aponta a fragmentação política, a instabilidade normativa e o excesso de judicialização como fatores que prejudicam investimentos e reformas. O pré-candidato sugeriu um "novo pacto pela governabilidade democrática".
"Reformas política e administrativa que reduzam a dispersão, ampliem eficiência e fortaleçam a cultura de resultados. Combate permanente e institucional à corrupção e ao crime organizado, sem espetacularização, mas com inteligência, integração e firmeza", resumiu.
Outro eixo central é a responsabilidade fiscal, apresentada por ele como condição para estabilidade econômica e proteção dos mais pobres. O governador defende ajuste estrutural das contas públicas, revisão de gastos ineficientes e simplificação tributária. Leite também enfatiza a necessidade de elevar a produtividade brasileira por meio de desburocratização, digitalização do Estado, investimentos em infraestrutura e maior integração com a economia global.
O manifesto também aborda os avanços recentes em tecnologia de inteligência artificial. Leite avalia que a tecnologia pode gerar crescimento, mas também aumentar desigualdades. Por isso, defende políticas de inovação, formação profissional e regulação equilibrada para transformar a revolução tecnológica em vantagem para o país.
Por fim, o governador afirma que o Brasil precisa superar a polarização política e construir um projeto nacional de longo prazo baseado em crescimento econômico, oportunidades sociais e fortalecimento da democracia. "A atual polarização tornou-se um fim em si mesma, o único projeto de país em discussão. Mas o que propomos não é meramente uma ruptura ideológica. É uma reconstrução estratégica".
Legenda sem garantia
Eduardo Leite é um dos três nomes que disputam internamente pelo palanque do PSD. Além dele, o partido tem como pré-candidatos ao Planalto os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e Paraná, Ratinho Jr. A palavra final caberá ao presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que deverá avaliar qual nome possui maior adesão eleitoral.
Entre os três, Leite é o que apresenta o menor desempenho em pesquisas. Na mais recente, do instituto Real Time Big Data, publicada na terça-feira (3), ele aparece com 4% de intenções de voto, contra 5% de Caiado e 9% de Ratinho Jr. Em todos os cenários, os nomes do PSD ocupam o terceiro lugar.
Esta não é a primeira vez em que Eduardo Leite se apresenta como pré-candidato ao Planalto. O governador também tentou ocupar o palanque do PSDB em 2022, mas foi derrotado nas prévias pelo então governador paulista, João Doria. Mesmo assim, se descompatibilizou do cargo, reacendendo a disputa interna. Sem consenso, a sigla deixou de lançar um nome à presidência.
No trio do PSD, o pacto firmado internamente estabelece que o nome escolhido por Kassab deverá contar com o apoio dos demais pré-candidatos.
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