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Polarização pode estender tensão eleitoral, alerta Eduardo Gomes

1º vice-presidente do Senado diz que disputa política intensa pode prolongar discursos de campanha e prejudicar a governabilidade após as eleições.

Congresso em Foco

11/3/2026 20:43

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O senador Eduardo Gomes (PL-TO), 1º vice-presidente do Senado e presidente do diretório do PL em Tocantins, manifestou preocupação com o clima político durante e após o período eleitoral. O congressista afirmou que a polarização pode prolongar as tensões depois do pleito e levar atores políticos a priorizarem interesses eleitorais em detrimento do desenvolvimento do país.

"Nós teremos uma eleição muito dura, o país está vivendo um momento muito conturbado. (...) O problema do Brasil hoje é que há uma diferença tão grande, um desejo tão grande de disputa eleitoral que as pessoas esquecem muitas vezes que tem um calendário eleitoral e, a partir desse calendário, nós temos que ter governo e cidadania", declarou.

Confira sua fala:

Eduardo Gomes integra o círculo de alianças do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto. Segundo ele, ainda durante a campanha é necessário trabalhar soluções que evitem o prolongamento das tensões eleitorais.

"É preciso ter ciência e tranquilidade para apostar numa agenda legislativa eficiente, mas não fugir do debate, buscar uma solução para o país que, através dessa solução, diminua a divisão que estende o período eleitoral", disse ao Congresso em Foco.

Agenda econômica

Sobre as atividades do Congresso Nacional no médio prazo, Eduardo Gomes defende a realização de debates sobre os efeitos da reforma tributária, que neste ano começa a ser implementada em fase de testes contábeis. O senador avalia que o momento é adequado para discutir possíveis ajustes após o processo de regulamentação concluído em 2025.

"É preciso que o brasileiro, na prática, comece a exercitar qual o melhor modelo e o que precisa ser consertado naquilo que depois de tantos anos o Congresso, o Poder Executivo e o Brasil aprovou", afirmou. A reforma tributária foi uma das principais pautas do Legislativo nesta legislatura e substituiu o sistema vigente pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), modelo adotado na maior parte do mundo.

Ao longo de 2024 e 2025, o Congresso Nacional se dedicou à definição das alíquotas e regras do novo tributo, que substitui ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI. O resultado foi um imposto que, de um lado, configura o maior IVA do mundo, estimado entre 26,5% e 28%, mas, de outro, também reúne um amplo conjunto de descontos para itens e serviços específicos, como alimentos da cesta básica e combustíveis.

Eduardo Gomes avalia que o Legislativo deverá retomar em breve o debate sobre o tema. "Há uma apreensão muito grande de um erro de calibragem na carga tributária. Isso bate direto na economia, na produção e no emprego das pessoas", afirmou.

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