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Senado
Congresso em Foco
12/3/2026 18:56
O Senado Federal inaugurou nesta quarta-feira (11) a primeira Sala Lilás do mundo instalada em um Parlamento. O espaço será destinado ao acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres vítimas de violência, oferecendo atendimento reservado e encaminhamento para serviços da rede de proteção, como saúde, assistência social e Justiça.
Localizada no Bloco 16 da Casa, em frente ao Espaço do Servidor, a estrutura foi criada para garantir atendimento imediato e com privacidade a mulheres que busquem apoio dentro do Legislativo. A proposta segue o modelo das Salas Lilás já adotadas em órgãos de segurança pública, voltadas à escuta qualificada e ao encaminhamento das vítimas para atendimento especializado.
Durante a inauguração, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), classificou a violência contra as mulheres como uma "epidemia" e defendeu maior mobilização da sociedade no enfrentamento do problema.
"Temos 16 guerreiras no Senado. Mulheres que vivenciam todos os dias a luta para mostrar que preconceito, discriminação, ofensas e agressões não podem ser considerados normais. Vocês ajudam a engrandecer o Poder Legislativo brasileiro".
A iniciativa faz parte do programa Antes que Aconteça, criado em 2023 pela primeira-secretária do Senado, a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB). O programa prevê uma série de ações para prevenção e combate à violência contra a mulher, como a implantação de Salas Lilás em instituições de segurança e Justiça, criação de abrigos temporários, uso de inteligência artificial para monitoramento de agressores e campanhas educativas.
Segundo Daniella, cerca de 30 mil pessoas circulam mensalmente pelo Senado, o que reforça a importância de um espaço de acolhimento dentro da própria Casa.
"A Sala Lilás oferece um ambiente de escuta e orientação para mulheres que sofreram violência ou que buscam informações sobre o tema".
O modelo também integra o projeto de lei 6.674/2025, apresentado pela senadora, que estabelece diretrizes para o funcionamento do programa em todo o país. O texto foi aprovado pelo Senado na terça-feira (10) e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
Durante a cerimônia, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, afirmou que a violência doméstica está entre as formas mais graves de agressão e deixa marcas duradouras nas vítimas e em seus familiares.
A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, explicou que o espaço foi estruturado para acolher mulheres vítimas de diferentes tipos de violência, inclusive no ambiente de trabalho, com apoio policial especializado, atendimento psicológico e assistência social.
Já a líder da Bancada Feminina no Senado, Professora Dorinha Seabra (União-TO), destacou que a iniciativa busca fortalecer a prevenção. "Não queremos apenas contabilizar vítimas. Queremos que todo o sistema criado proteja aquela mulher antes que a violência se agrave", afirmou.
Também participaram da cerimônia as senadoras Dra. Eudócia (PL-AL), Margareth Buzetti (PP-MT), Tereza Cristina (PP-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN), além das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ) e Soraya Santos (PL-RJ).
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