Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Economia
Congresso em Foco
16/3/2026 16:12
O mercado financeiro passou a prever um corte menor na taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para terça-feira (17) e quarta-feira (18). Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16), a expectativa agora é de redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que deve passar dos atuais 15% ao ano para 14,75%.
A revisão ocorre após mudanças nas expectativas para a inflação. Na semana passada, parte do mercado estimava uma redução mais intensa, de 0,5 ponto percentual. No entanto, fatores externos, como a alta do petróleo associada à guerra no Irã, passaram a pressionar as previsões de inflação e reduziram o espaço para cortes mais acelerados nos juros.
Na última reunião do Copom, realizada no fim de janeiro, o Banco Central manteve a Selic estável pela quinta vez consecutiva. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano.
O colegiado já sinalizou, em ata, que poderá iniciar um ciclo de queda dos juros caso o cenário econômico permaneça favorável, com inflação controlada e sem surpresas relevantes.
Projeções para os juros
Além da expectativa para a próxima decisão do Copom, o boletim Focus também revisou as estimativas para os próximos anos. A previsão para a Selic ao final de 2026 subiu de 12,13% para 12,25% ao ano.
Para os anos seguintes, as projeções indicam trajetória de queda gradual: 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,5% em 2029.
A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros são elevados, o crédito tende a ficar mais caro e o consumo desacelera, o que ajuda a conter a alta de preços. Por outro lado, juros mais baixos costumam estimular a atividade econômica ao baratear financiamentos e incentivar investimentos.
Inflação
O boletim Focus também trouxe revisão para cima na projeção da inflação oficial para 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,91% para 4,1%.
Para 2027, a previsão permaneceu em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029 o mercado espera inflação de 3,5% em cada ano.
Apesar da alta na estimativa para 2026, o índice ainda permanece dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A meta central é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que estabelece um limite máximo de 4,5%.
Dados mais recentes mostram aceleração da inflação no início do ano. Em fevereiro, o IPCA ficou em 0,7%, puxado principalmente pelos aumentos nos preços de transportes e educação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 3,81%.
Crescimento e dólar
As projeções para a atividade econômica tiveram leve ajuste. O mercado financeiro passou a estimar crescimento de 1,83% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ante previsão anterior de 1,82%.
Para 2027, a expectativa é de expansão de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029 a projeção é de crescimento de 2% ao ano.
Já a cotação do dólar deve encerrar este ano em torno de R$ 5,40, segundo os analistas consultados pelo Banco Central. Para o fim de 2027, a estimativa é de que a moeda norte-americana esteja em cerca de R$ 5,47.
Temas
LEIA MAIS
CONTAS COM O LEÃO
TRATADO HISTÓRICO
Congresso promulga acordo Mercosul-UE; entenda próximos passos