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RIO DE JANEIRO
Congresso em Foco
25/3/2026 | Atualizado às 14:42
O futuro incerto do governo do Rio de Janeiro se tornou meme nas redes sociais. Após a renúncia de Cláudio Castro na segunda-feira (23), o Estado se prepara para uma eleição indireta para escolher o governador que ficará no cargo até o fim do mandato. A vaga deveria ser ocupada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas Rodrigo Bacellar está afastado por decisão do STF.
Até que a chapa que assumirá o Palácio Guanabara seja definida, a responsabilidade recaiu sobre o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto de Castro. O cargo de vice-governador já estava vago desde que Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir o Tribunal de Contas do Estado.
Nas redes sociais, usuários passaram a tratar a difícil sucessão com tom que mistura humor e crítica. Um internauta chegou a afirmar que todos os cidadãos do Rio de Janeiro deveriam ser capacitados para a possibilidade de assumir o governo do Estado. "Nunca sabemos onde a linha de sucessão vai nos levar", escreveu.
Em resposta, outro usuário ironizou que o próximo a assumir seria o lateral-esquerdo do Botafogo, Alex Telles, que usa a braçadeira de capitão. Como o time ganhou a Taça Rio, segundo ele, teria prioridade na governança.
Ainda na temática, um usuário brincou que a Alerj teria escolhido Fernando Diniz, técnico do Vasco da Gama, para governar o Rio de Janeiro.
O humorista Rafael Portugal também comentou o caso. Ao ser questionado por um usuário se ele assumiria o governo do Rio de Janeiro, brincou que foi chamado, mas o "cargo de confiança no BBB" não deixou que aceitasse.
Também sugeriram passar a sucessão para o Rei Momo, personagem símbolo do Carnaval. As especulações chegaram ainda ao Cacique Cobra Coral, instituição que afirma intervir misticamente no clima e desviar chuvas ou amenizar secas.
Outro perfil, em tom crítico, chamou a situação de "brutal". A conta apontou que a linha sucessória foi comprometida por renúncias ou prisões, sendo o Rio de Janeiro o segundo maior Estado do Brasil.
Uma usuária afirmou que certas coisas "só acontecem no Rio de Janeiro". Ela questionou como um dos Estados com maior custo de vida do país sequer possui governador.
Eleição indireta
Politicamente, será uma disputa de articulação parlamentar, e não de campanha tradicional. A escolha não será feita pelo eleitorado, mas pelos 70 deputados estaduais do Rio. Eles funcionarão como um colégio eleitoral e votarão, em sessão extraordinária da Alerj, na chapa formada por candidato a governador e candidato a vice. O eleito cumprirá apenas um mandato-tampão, até o fim do período atual de governo.
Pelas regras em vigor, o governador interino tem até 48 horas para convocar a eleição indireta. Depois disso, o pleito deve ser realizado no prazo de 30 dias contados da vacância. Como a renúncia foi apresentada em 23 de março, a votação tende a ocorrer em 22 de abril.
Candidatos
Brasileiros com mais de 30 anos, filiados a partido político e com domicílio eleitoral no Estado, podem se candidatar. É necessário concorrer em chapa, com nomes para governador e vice-governador. Além disso, é necessário estar afastado de cargos públicos por ao menos 180 dias.
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